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Educação inclusiva: o papel da tecnologia no desenvolvimento de autistas

Inovações na comunicação alternativa facilitam o dia a dia de crianças não verbais.
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Kamile Soares
Estagiária de Jornalismo
Publicado em

Para muitos autistas que enfrentam dificuldades na comunicação verbal, aplicativos de comunicação alternativa e aumentativa (CAA) têm se tornado fundamentais. Através de jogos, aplicativos e dispositivos adaptados, a tecnologia tem se mostrado uma grande aliada para o aprendizado e melhora na qualidade de vida dessas pessoas.

Apesar do PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Figuras) continuar sendo uma ferramenta excelente e muito utilizada, um celular ou tablet pode oferecer ainda mais recursos, palavras e imagens. Inovações da comunicação alternativa fornecem uma voz para aqueles que têm dificuldades em se expressar verbalmente.

O que é a Comunicação Alternativa?

De acordo com o portal Genial Care, é uma área de pesquisa e prática clínica que busca ampliar a capacidade comunicativa de pessoas com deficiência. É utilizada com aqueles que não conseguem se comunicar de maneira funcional por meio da fala ou da escrita, ou que apresentam habilidades de comunicação limitadas.

Com a CA, é possível explorar outros canais de comunicação, como a linguagem corporal, expressões faciais, sons e gestos. Para expandir as possibilidades, foram criados métodos e ferramentas, como pranchas e cartões de comunicação, por exemplo. Entre os destaques das inovações estão aplicativos e jogos que impactam tanto a esfera educacional quanto às interações sociais.

Conheça alguns dos aplicativos:

O “Matraquinha” auxilia crianças e adolescentes com autismo a expressarem suas emoções, desejos e necessidades.  A ferramenta funciona como um fichário de comunicação, que fornece figuras para facilitar o dia a dia dos usuários. Entre elas, há desenhos de objetos, alimentos e ações que podem representar a rotina desses indivíduos.

“Livox” foi vencedor do prêmio ONU de inclusão, o aplicativo brasileiro também usa da comunicação alternativa por meio de imagens para auxiliar na comunicação da criança com o TEA. A diferença, é que os próprios usuários podem contribuir e adicionar imagens, e isso aumenta o banco de dados do app. Além disso, conta com outros quadros de apoio para PCDs, que se adaptam pela necessidade, por exemplo: não é preciso clicar na figura para se comunicar, pois existe a opção de piscar com os olhos e selecionar o que deseja.

O “Jade Autism” busca aprimorar a cognição da sua criança por meio de jogos de associação ou memória, desenvolvendo a capacidade de selecionar, organizar e dar significado e sentido ao que está sendo visto. Dentro do aplicativo há diferentes temas e categorias como: alimentos, animais, cores, formas, letras e números. 

“ABC Autismo” é outra opção de jogo educativo para crianças. Ele é baseado na metodologia TEACCH e está disponível em português, espanhol e inglês. Possui quatro níveis de dificuldade, com 40 fases interativas. A plataforma busca criar uma experiência de aprendizado individualizada, com atividades que se adéquam às habilidades e interesses de cada criança. Essa abordagem ajuda a aumentar a motivação e o engajamento, tornando o processo de alfabetização mais leve e efetivo.

Outras inovações

As simulações por realidade virtual, ajudam a preparar autistas para lidar com o mundo externo, reduzindo a ansiedade que muitos sentem em contextos sociais. Dispositivos como relógios inteligentes e assistentes virtuais também estão ajudando a gerenciar rotinas, lembretes e tarefas diárias. Essas ferramentas e dispositivos não apenas tornam o dia a dia mais organizado, mas também promovem independência para pessoas de diferentes níveis do espectro.

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