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Direito ao diagnóstico: Nova lei federal incentiva o diagnóstico de autismo em adultos e idosos

Aprovada recentemente, nova lei federal (Lei nº 15.256) incentiva a descoberta do autismo em adultos e idosos. Entenda o que muda na prática e como a Apae pode ajudar quem passou a vida inteira sem apoio.
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Juliana Paiva
Estagiária de jornalismo
Publicado em

O Brasil deu um passo muito importante para a inclusão social com a aprovação da Lei nº 15.256. Essa nova lei muda a legislação nacional sobre o autismo para garantir que o governo também incentive a descoberta do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos e idosos. A mudança, que já começa a ser introduzida nos atendimentos do SUS, tenta tirar da invisibilidade milhares de brasileiros que passaram a vida inteira enfrentando dificuldades diárias sem nunca entender o motivo. 

Porém, esse avanço encontra uma barreira em um certo tipo de comentário que tem se tornado muito comum: a ideia de que “hoje em dia, todo mundo é autista”. Com o assunto ganhando a internet, muita gente começou a achar que o diagnóstico virou algo da “moda”. Mas essa opinião é errada e perigosa. Tratar o assunto como uma “tendência” diminui e anula o sofrimento de quem passou anos sofrendo com crises de ansiedade, esgotamento mental e isolamento, achando que o problema era uma falha no seu modo de ser.

O que a nova lei prova é que não existem “mais autistas” surgindo do nada, mas o que existe agora é uma chance de corrigir um erro histórico, dando a esses adultos e idosos a oportunidade de compreender o próprio passado e viver com a dignidade que sempre mereceram.

O que muda na prática com a nova lei?

Agora o poder público tem novas responsabilidades para acolher essa parcela da população que antes era esquecida. Na prática, a nova lei abre portas para o treinamento de profissionais no SUS, garantindo que médicos, psicólogos e equipes dos postos de saúde recebam capacitação para identificar os sinais de autismo em pessoas mais velhas, e não apenas em crianças.

Além disso, a medida incentiva a realização de mais pesquisas e a coleta de dados, o que ajuda o governo a entender quantos adultos e idosos autistas existem hoje no Brasil e quais são as suas principais necessidades. Outro ponto importante é a redução do preconceito: por meio de campanhas oficiais, o assunto ganha força e ajuda a sociedade a compreender que o autismo acompanha a pessoa durante toda a sua vida.

Como a Apae colabora nesse novo cenário?

A Apae sempre foi um porto seguro para as famílias brasileiras e, com a chegada da nova lei, o papel da instituição se torna ainda mais acolhedor e transformador. O primeiro grande passo é a orientação e o acolhimento. Quem passou a vida inteira com dúvidas e agora quer buscar um diagnóstico encontra na instituição um espaço de escuta qualificada, carinho e direcionamento para os serviços de saúde.

Esse suporte também se direciona às famílias, já que a descoberta do autismo em um adulto traz respostas para toda a dinâmica da casa, e a Apae oferece o apoio necessário para que os parentes compreendam e apoiem esse momento.

É importante lembrar que esse processo na instituição é feito por uma equipe completa, que envolve psicólogos, assistentes sociais e médicos especialistas, garantindo uma investigação segura e humana.

Como dar o primeiro passo?

Se você busca uma avaliação de autismo na vida adulta, o caminho inicial é totalmente voltado à rede pública de saúde. Vale reforçar que a Apae local não possui contrato com o SUS para laudar ou atender adultos da comunidade, limitando suas vagas conveniadas ao público de 0 a 17 anos (ou a adultos que já estão matriculados na própria instituição).

Por isso, para quem tem mais de 18 anos, o indicado  é:

Procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro e agendar uma consulta com um clínico geral;

Relatar as dificuldades do dia a dia decorrentes da suspeita de autismo;

Aguardar o encaminhamento, que será direcionado pelo SUS para a rede especializada do município (e não para a Apae).

O autoconhecimento e o respeito não têm idade para começar. Se você busca respostas, dê o primeiro passo na unidade de saúde mais próxima para iniciar sua jornada com segurança.

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Todos os dias, a Apae Curitiba acolhe mais de 500 estudantes, oferecendo educação especializada, saúde e assistência social em três unidades. Com uma média de 40 mil atendimentos terapêuticos ao ano, a instituição trabalha para promover inclusão, autonomia e dignidade.

Para continuar esse trabalho e realizar melhorias em sua estrutura, a Apae Curitiba conta com a solidariedade da comunidade.

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