Atraso no desenvolvimento infantil: 5 sinais de alerta importantes
Saiba o que esperar em cada fase da infância, quais comportamentos merecem atenção e como agir para apoiar o crescimento saudável dos pequenos.

Todos passamos por um período durante o nosso crescimento e desenvolvimento, entre os primeiros meses de vida e os seis anos, em que a atividade cerebral se torna intensa. Todos os processos registrados nessa fase são de fundamental importância para a definição das nossas capacidades cognitivas futuras. É nesse momento que são moldadas as bases para a linguagem, habilidades motoras e de socialização, tanto através das nossas experiências quanto das nossas conexões neurais.
O desenvolvimento motor abrange as capacidades de coordenação e do movimento físico no espaço. Já a linguagem e a comunicação estão intimamente relacionadas à forma de expressão verbal e de compreensão da criança. A esfera socioemocional abraça os sentimentos e a autorregulação, enquanto a área cognitiva envolve as habilidades de formular pensamentos, raciocínio e memória. Todas essas áreas são fundamentais para o progresso funcional da infância.
Acompanhar o crescimento das crianças fica mais fácil quando sabemos o que é comum em cada idade. Confira abaixo os principais avanços:
Dos 2 aos 3 anos: A fase da descoberta e da fala
Corpo: A criança já começa a ter mais firmeza para correr e pular.
Comunicação: Começa a juntar palavrinhas para formar frases curtas e a entender ordens simples.
Autonomia: Esse é o momento em que ela pode começar a largar as fraldas e a tentar comer sozinha.
Dos 4 aos 5 anos: A fase da imaginação e da convivência
Corpo e rotina: A criança já pode começar a se vestir e a usar o banheiro sem precisar de ajuda.
Comunicação: Consegue contar histórias completas (com começo, meio e fim) e já conhece os primeiros números e letras.
Social: Começa a brincar junto com outras crianças, dividindo e cooperando.
A partir dos 6 anos: A fase da independência e do aprendizado
Rotina: A criança já cuida da própria higiene (como escovar os dentes e tomar banho) e ganha mais responsabilidades.
Escola: Começa a ler, escrever e fazer contas simples.
Social: Cria laços de amizade mais fortes, entendendo melhor os sentimentos dos outros (empatia).
Embora cada criança tenha o seu próprio tempo de desenvolvimento, os pais e cuidadores podem notar alguns sinais que merecem atenção especial. A identificação correta desses marcos pode mudar a vida dos pequenos, permitindo que passem por uma avaliação médica precoce e garantindo o suporte mais adequado para cada um.
Às vezes, a ausência de certos comportamentos pode indicar que a criança precisa de apoio profissional. Fique atento se notar os seguintes sinais:
No primeiro ano de vida
Aos 6 meses: Não sorri ao interagir com as pessoas, não liga para os barulhos ao redor ou evita olhar nos olhos.
Aos 12 meses (1 ano): Não ensaia as primeiras “palavrinhas” (balbuciar), não aponta para o que quer e não atende quando é chamada pelo nome.
Na transição para os primeiros passos
Aos 18 meses (1 ano e meio): Fala menos de seis palavras compreensíveis ou não consegue cumprir ordens bem simples (como “me dá a bola”).
Aos 2 anos: Ainda não anda sozinha com firmeza, não junta duas palavras para falar algo (ex: “quer água”) ou prefere ficar isolada.
Na infância (3 a 4 anos)
Aos 3 anos: Não consegue imitar gestos simples, não interage com outras crianças ou tem um vocabulário muito limitado.
Aos 4 anos: Não demonstra interesse em brincadeiras de “faz de conta” (como brincar de casinha ou carrinho), isola-se demais ou fala de um jeito que ninguém consegue entender.
Se você perceber que a criança está demorando mais do que o comum para atingir esses marcos, o caminho certo é buscar a ajuda de profissionais. É de extrema importância consultar um pediatra e um neurologista infantil para entender o que está acontecendo e, assim que houver um diagnóstico, iniciar os estímulos o quanto antes.
Nesse processo, é preciso ter paciência, pois os resultados não aparecem de um dia para o outro. O progresso da criança vem com o tempo, podendo levar meses ou anos, por meio de exercícios práticos e atividades que ajudam a melhorar o corpo, a postura e os reflexos.
Informação também transforma. Acompanhe a Apae Curitiba no Facebook e no Instagram e fique por dentro de conteúdos sobre Deficiência Intelectual, Síndromes e Transtornos.
A Apae Curitiba desenvolve um importante trabalho na área da assistência social por meio de sete Residências Inclusivas, localizadas no bairro Santa Felicidade, que atualmente acolhem 34 moradores. Os espaços são destinados a pessoas com deficiência intelectual e múltipla, maiores de 18 anos, que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
Nas residências, os acolhidos recebem atendimento contínuo, com o acompanhamento diário de cuidadoras responsáveis pelos cuidados pessoais, pela organização da rotina e pela administração das casas. Além disso, os moradores também frequentam a Escola Apae Santa Felicidade, fortalecendo seu desenvolvimento educacional, social e emocional.
O serviço é realizado em parceria com a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, responsável pelo encaminhamento de novos moradores, inclusive em casos decorrentes de determinação judicial, e pelo acompanhamento da qualidade do acolhimento e do bem-estar dos residentes.
Clique AQUI e saiba mais sobre o trabalho.
Saiba o que esperar em cada fase da infância, quais comportamentos merecem atenção e como agir para apoiar o crescimento saudável dos pequenos.
Teoria explica como a atenção é organizada em pessoas autistas e com TDAH e esclarece a diferença entre monotropismo e hiperfoco.
“A Holandesinha” retrata a trajetória de Luiza Godoi e celebra a inclusão por meio do cinema
Discussão vai além do acesso à sala de aula e aborda aprendizagem e desenvolvimento.
Empresas unem forças para apoiar a causa da pessoa com deficiência intelectual e múltipla e fortalecer ações de integração com a comunidade.
Evento acontece no dia 20 de junho com apresentações dos estudantes, show de prêmios, comidas típicas e atrações para toda a família.