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Como identificar transtornos de desenvolvimento na infância

Quanto antes for descoberto, mais eficaz será o tratamento.
Como identificar transtornos de desenvolvimento na infância
Rhúbia Ribeiro
Assistente de Marketing
Publicado em

Os transtornos de desenvolvimento apresentam condições que prejudicam a comunicação e a interação social.  Os mais comuns são o Transtorno de Espectro Autista (TEA) e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Porém, a Deficiência Intelectual (DI) e a Síndrome de Rett também são transtornos do neurodesenvolvimento.

A origem dos transtornos pode se localizar no período gestacional ou durante a infância. Existem vários fatores que podem ocasionar o distúrbio, incluindo ambientais, biológicos e genéticos, sendo o mais aceitável o fator genético.

Os primeiros sinais e sintomas podem ser percebidos nos primeiros dois a três anos de vida da criança, pois é nessa idade que o bebê começa a ter uma maior interação com as pessoas e o ambiente. Os sintomas podem variar de criança para criança, podendo ser de leves a graves. Entre eles estão:

  • Atraso na fala;
  • Problemas na comunicação;
  • Dificuldade com interação social;
  • Movimentos repetitivos ou falas repetitivas;
  • Dificuldade para entender e demonstrar sentimentos;
  • Impressão de ser surdo por não responder aos chamados, nem do próprio nome;
  • Preferência por brincar sozinho, especialmente jogos estruturados e previsíveis;
  • Dificuldade para se adaptar a uma nova rotina ficando agitado, podendo agredir a si mesmo ou agredir os outros.

É importante lembrar que só a análise desses sinais não é suficiente. Para o diagnóstico, em muitos casos, podem ser apenas traços de personalidade. Por isso, o mais indicado é procurar um especialista para obter um diagnóstico preciso. Mesmo sendo uma síndrome sem cura, é possível realizar intervenções para melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança. E, quanto antes for descoberto, maiores são as chances de obter êxito no tratamento.

Transtorno de Espectro Autista (TEA): Características

Segundo o Ministério da Saúde (MS), o Transtorno de Espectro Autista (TEA) “engloba um grupo de afecções do neurodesenvolvimento, cujas características envolvem alterações qualitativas e quantitativas da comunicação, seja linguagem verbal e/ou não verbal, da interação social e do comportamento caracteristicamente estereotipados, repetitivos e com gama restrita de interesses”. Para a Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa), “os sinais de alerta no neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. A prevalência é maior no sexo masculino”. O diagnóstico é clínico, com base em estudos da criança, conversa com os pais e utilização de instrumentos característicos.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Características

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), segundo o Ministério da Saúde, é “caracterizado por sintomas como falta de atenção, inquietação e impulsividade. Aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a vida”. Além disso, “apresentam agitação, inquietação, movimentação pelo ambiente, mexem mãos e pés, mexem em vários objetos, não conseguem ficar quietas (sentadas numa cadeira, por exemplo), falam muito, têm dificuldade de permanecer atentos em atividades longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes, são facilmente distraídas por estímulos do ambiente ou se distraem com seus próprios pensamentos”, aponta o MS.

“O TDAH deve ser tratado de modo múltiplo, combinando medicamentos, psicoterapia e fonoaudiologia (quando houver também transtornos de fala e ou de escrita); orientação aos pais e professores e ensino de técnicas específicas para o paciente compõem o tratamento”, finaliza.

Deficiência Intelectual (DI): Características

A Deficiência Intelectual, também conhecida por DI, é um transtorno que afeta cerca de 2 a 3% das crianças, provocando atraso no desenvolvimento cognitivo. A sua principal causa é devido às alterações genéticas, por exemplo, a Síndrome de Down, do X-frágil, de Prader-Willi, de Angelman, de Williams.

Mas existem outras causas que provocam deficiência intelectual. Sendo elas:

  • Complicações pré-natais: Má-formação do feto, diabetes gestacional, medicamentos, tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas e infecções (sífilis, rubéola e toxoplasmose);
  • Complicações perinatais: Ocorrem desde o trabalho de parto até o primeiro mês de vida, como a redução do fornecimento de oxigênio para o cérebro, desnutrição, prematuridade, baixo peso ao nascer e icterícia grave do recém-nascido;
  • Desnutrição e desidratação grave: Pode ocorrer até o fim da adolescência;
  • Envenenamento ou intoxicação: Ao ingerir medicamentos ou metais pesados;
  • Infecções durante a infância: Pode levar ao comprometimento neuronal, por exemplo, a meningite;
  • Circunstâncias que reduzem o fornecimento de oxigênio para o cérebro.

Síndrome de Rett: Características

A Síndrome de Rett é genética e atinge o desenvolvimento neurológico, principalmente em meninas. É causado por uma mutação do gene MECP2 no cromossomo X. Atinge 1 a cada 10 mil e 15 mil meninas no mundo, enquanto no Brasil, a cada cinco dias nasce uma menina com a síndrome.

Na maioria dos casos, segundo o Informa Sus UFScar, a síndrome se desenvolve de seis a 18 meses de idade. Os principais sintomas envolvem: perda parcial ou total dos movimentos intencionais das mãos; presença de movimentos repetitivos das mãos, como bater palmas, apertar e esfregar as mãos; perda parcial ou total da fala; e problemas para se locomover (engatinhar ou andar).

Fontes: Ministério da Saúde, Informa Sus, Secretaria de Saúde do Paraná

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