Dicas para uma torcida mais inclusiva durante a Copa do Mundo
Com algumas adaptações simples, pessoas com autismo podem acompanhar os jogos com mais conforto, segurança e bem-estar

A Copa do Mundo é um dos eventos esportivos mais aguardados do planeta. Enquanto muitas pessoas celebram com festas, reuniões e comemorações barulhentas, outras podem enfrentar dificuldades diante do excesso de estímulos. Para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ambientes muito agitados podem causar desconforto sensorial e emocional.
Pensando nisso, reunimos algumas dicas que podem ajudar a tornar a experiência da Copa mais acolhedora e inclusiva.
Mudanças inesperadas podem gerar ansiedade. Sempre que possível, converse antecipadamente sobre os horários das partidas, as atividades programadas e o que pode acontecer durante as comemorações. A previsibilidade contribui para que a pessoa se sinta mais segura.
Gritos, buzinas, apitos e televisões em volume alto podem ser difíceis para algumas pessoas autistas. Observe os sinais de desconforto e, se necessário, reduza o volume do ambiente ou disponibilize recursos como abafadores de ruído e fones de ouvido.
Mesmo quando a pessoa gosta de acompanhar os jogos, ela pode precisar de pausas. Um ambiente mais silencioso e com menos estímulos pode ajudar na regulação emocional e sensorial durante ou após a partida.
Os fogos barulhentos estão entre os estímulos que mais causam desconforto para muitas pessoas autistas. Optar por formas de comemoração sem explosões sonoras é uma atitude de respeito e inclusão.
Nem todo mundo gosta de assistir aos jogos em grandes grupos ou participar de comemorações agitadas. Algumas pessoas preferem acompanhar a partida em casa ou em ambientes mais calmos. O importante é respeitar as preferências individuais.
A inclusão começa com a compreensão. Explicar para familiares, amigos e colegas sobre as necessidades das pessoas autistas ajuda a construir ambientes mais acolhedores para todos.
A paixão pelo futebol pode ser compartilhada de muitas formas. Quando há respeito às diferenças e atenção às necessidades individuais, a Copa do Mundo se torna uma celebração em que todos têm a oportunidade de participar e torcer do seu próprio jeito.
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Todos os dias, a Apae Curitiba acolhe mais de 500 estudantes, oferecendo educação especializada, saúde e assistência social em três unidades. Com uma média de 40 mil atendimentos terapêuticos ao ano, a instituição trabalha para promover inclusão, autonomia e dignidade.
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