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Musicoterapia: a música como ferramenta de cuidado, desenvolvimento e inclusão

Prática que une saúde e arte, a musicoterapia favorece a comunicação, a expressão emocional e o desenvolvimento, contribuindo para o bem-estar e a inclusão de pessoas com deficiência.
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Redação Apae
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É por meio de ritmos, canções e improvisações que crianças atendidas na Apae Curitiba descobrem novas formas de se expressar, interagir e desenvolver habilidades essenciais para a vida. A musicoterapia, prática que integra saúde e arte, tem se consolidado como um recurso potente no processo terapêutico e inclusivo da instituição.

Estudos e pesquisas acadêmicas têm apontado que intervenções baseadas em música podem favorecer a comunicação, a regulação emocional e o desenvolvimento cognitivo, especialmente na infância. Mais do que uma atividade lúdica, a música vem sendo reconhecida como ferramenta terapêutica estruturada, capaz de estimular diferentes áreas do cérebro e promover avanços significativos no desenvolvimento global. 

Evidências sobre os impactos da música no desenvolvimento

De acordo com a pesquisa realizada pela universitária Jéssica dos Santos Teixeira e publicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), quanto maior a quantidade de estímulos oferecidos à criança, maior tende a ser o desenvolvimento intelectual. As experiências musicais permitem participação ativa (ouvir, cantar, dançar e tocar) favorecendo o desenvolvimento dos sentidos e a construção de relações com o ambiente.

O estudo também destaca que atividades musicais contribuem para o desenvolvimento psicomotor. O ritmo desempenha papel importante na organização do sistema nervoso, favorecendo a descarga emocional, a reação motora e o alívio de tensões. Movimentos associados à música, como gestos, dança e canto, estimulam funções motoras essenciais, que posteriormente impactam habilidades como leitura e escrita.

Desenvolvimento para além da sala de atendimento

As famílias também são orientadas a inserir músicas, especialmente infantis, na rotina da criança, ampliando os estímulos no ambiente domiciliar e reforçando as habilidades trabalhadas nas sessões. É o que vive Léa, mãe de Arthur que tem um ano, “ele está mais calmo e consegue se expressar melhor. Notei que ele presta mais atenção quando falamos com ele”, relata.

Segundo ela, a música tem papel fundamental na regulação emocional do filho, já que o ajuda a colocar o que sente para fora, “Arthur não fica mais tão nervoso quando algo não sai do jeito dele; parece que aprendeu a se acalmar com o ritmo.”

Na rotina familiar, a música se tornou ferramenta de união. “Ela trouxe mais alegria. Passamos a usar a música para tornar tarefas do dia a dia, como arrumar a bagunça ou tomar banho, mais divertidas e menos estressantes.”

A evolução também é percebida na interação social, interagindo mais com a família em casa e aceitando melhor brincar com outras crianças, “Um exemplo é que agora ele bate palmas junto com os irmãos.”

A música como ferramenta de inclusão

A musicoterapia reforça o compromisso da Apae com o desenvolvimento integral da pessoa com deficiência intelectual e múltipla. Cada plano terapêutico é estruturado com intencionalidade, buscando estimular autonomia, inclusão e qualidade de vida. 

Para a mãe de Arthur, o impacto é transformador. “A musicoterapia na Apae é tudo para nós. É o lugar onde ele se sente feliz e capaz. Para a nossa família, representa esperança e a certeza de que ele está evoluindo cada dia mais.”

Ao transformar sons em possibilidades, a Apae Curitiba reafirma que inclusão também se constrói no ritmo do cuidado, da escuta e da valorização de cada história.

Com respaldo científico e resultados observados na prática clínica, a musicoterapia se consolida como uma estratégia terapêutica capaz de promover desenvolvimento integral em pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Ao estimular comunicação, organização emocional e habilidades cognitivas, a música amplia possibilidades de participação social e fortalece processos de inclusão.

Para famílias como a de Arthur, os efeitos são percebidos no cotidiano: mais interação, mais tranquilidade e novas formas de expressão. Pequenos avanços, revelam conquistas significativas no desenvolvimento. Quando estruturada com intencionalidade terapêutica, a música deixa de ser apenas entretenimento e passa a ser linguagem, ponte e ferramenta de autonomia. Em cada ritmo, abre-se espaço para novas conexões cognitivas, emocionais e sociais reafirmando seu papel como aliada no cuidado e na inclusão.

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Escola CEDAE

A Escola de Estimulação e Desenvolvimento (CEDAE) atende a Educação Infantil na modalidade de Educação Especial, oferecendo atendimento pedagógico e terapêutico em suas duas unidades. A instituição é voltada para a educação de crianças  de 0 a 5 anos com síndromes, atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor e deficiência intelectual.

Por meio do processo educacional e terapêutico, a escola busca promover a formação do cidadão, incentivando a independência, a autonomia e a estimulação precoce. Conheça a escola clicando AQUI.

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