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Bella Ramsey: entenda sinais de Autismo que sugerem uma busca por avaliação profissional

A atriz britânica foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista, após um membro da equipe de filmagem notar alguns indícios.
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Kamile Soares
Estagiária de Jornalismo
Publicado em

A atriz Bella Ramsey, conhecida por seu papel em séries renomadas como Game of Thrones, revelou em entrevista para a revista Vogue, sobre seu diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista). O assunto amplia o debate sobre neuro divergência, além de acender um alerta para que alguns comportamentos cotidianos sejam identificados como possíveis características do transtorno.

Em 2021, durante as gravações da primeira temporada da série The Last Of Us, um dos membros da equipe, que tem uma filha no espectro, observou algumas atitudes e sugeriu que Bella buscasse uma avaliação profissional. Entre os aspectos observados, destacam-se características como se sentir hiperestimulada com roupas pesadas de frio, apego a uma refeição específica e sua hiperconsciência da linguagem corporal de outras pessoas.

A condição se confirmou com um psiquiatra, em entrevista para a Vogue, Bella descreveu o diagnóstico como libertador, “Senti que muitas peças do quebra-cabeça se encaixaram, o rótulo de autista foi muito útil para mim porque me ajudou a me entender”, contou a atriz. 

A crescente visibilidade de figuras públicas consideradas neuro divergentes têm ajudado a aumentar a conscientização sobre a importância de reconhecer os sinais de autismo. A busca por uma avaliação profissional é essencial para aqueles que acreditam apresentar sinais, já que um diagnóstico adequado pode abrir portas para um suporte personalizado.

Possíveis sinais do Transtorno no Espectro Autista

Segundo o site da Secretaria da Saúde do Paraná, os primeiros sinais podem ser notados em bebês. No geral, uma criança com transtorno pode apresentar dificuldade para interagir, como manter o contato visual, identificar expressões faciais e compreender gestos. A dificuldade na comunicação, caracterizado pelo uso repetitivo de palavras e dificuldade de manter um diálogo, também podem ser observadas.

Na adolescência, o diagnóstico pode ser desafiador, pois muitos sinais podem ser confundidos com mudanças típicas da fase. Segundo o artigo da psicóloga Thais Barbi, entre os principais sinais de autismo em jovens estão os interesses restritos e intensos, ter dificuldade em se conectar com colegas da mesma idade e movimentos repetitivos. 

Já na fase adulta, o debate sobre o tema é mais restrito. Porém, isso não significa que esses indivíduos deixem de fazer parte do espectro com o avançar da idade. Mesmo que o diagnóstico seja tardio, é importante identificar a condição para garantir uma melhor compreensão de si mesmo e melhorar a qualidade de vida. Adultos dentro do espectro, segundo o portal Viva Bem, podem ter dificuldades na compreensão de dicas sociais, hiperfoco no trabalho e problemas com mudança de rotina.

O diagnóstico, mesmo que tardio, junto a um acompanhamento psicológico, é fundamental para o autoconhecimento e desenvolvimento da independência. Tanto na infância quanto na vida adulta os sinais avaliados são os mesmos, o que muda é o processo usado para chegar ao diagnóstico. 

Nesse cenário de maior visibilidade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), instituições como a Apae Curitiba desempenham um papel fundamental na promoção da inclusão e no suporte contínuo às pessoas com autismo e suas famílias. Por meio de uma abordagem interdisciplinar que envolve educação especializada, atendimento clínico e apoio psicossocial, a instituição acolhe desde o diagnóstico até o desenvolvimento de habilidades para a autonomia e convivência social. O trabalho realizado pela Apae Curitiba fortalece o acesso a direitos básicos, como a saúde, a educação e o lazer, proporcionando um ambiente seguro e acolhedor para que pessoas neurodivergentes sejam compreendidas em sua singularidade.

Além disso, a Apae Curitiba é referência em conscientização social, promovendo palestras, campanhas informativas e ações educativas que buscam combater o estigma e o preconceito ainda presentes no cotidiano de quem vive com TEA. 

Em um momento em que celebridades como Bella Ramsey compartilham suas histórias e ampliam o debate sobre o autismo na vida adulta, é essencial reconhecer o valor de instituições que, no dia a dia, trabalham para transformar essas discussões em práticas concretas. Ao apoiar o trabalho da Apae Curitiba, a sociedade contribui para a construção de um mundo mais empático, acessível e informado, onde cada pessoa possa se sentir compreendida, valorizada e livre para ser quem é.

Para saber tudo sobre Deficiência Intelectual, Síndromes e Transtornos, siga a Apae Curitiba no Facebook e Instagram.  

Seja um Dindo ou uma Dinda e ajude a Apae

O projeto trata-se de uma ação de apadrinhamento onde a cada mês poderá ser doado uma determinada quantia para a instituição. O valor vai ajudar a Apae a manter seu funcionamento e utilizá-lo nas reformas nas escolas. Podem participar da campanha qualquer pessoa interessada que entrar em contato através do e-mail [email protected]. Seja um dindo ou uma dinda clicando AQUI.

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