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A seletividade alimentar no Transtorno do Espectro Autista

A seletividade alimentar é um distúrbio comum em crianças com TEA, é caracterizada por recusa alimentar, pouco apetite e desinteresse pelo alimento. Entenda o que é, as causas e quais os tratamentos.
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Lorena Motter Kikuti
Estagiária de Jornalismo
Publicado em

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) se resume a uma disfunção do neurodesenvolvimento, sinalizado por dificuldades ao interagir socialmente, acompanhado de comportamentos, atividades ou interesses restritivos e constantes. Dentre essas peculiaridades, nota-se a Disfunção de Integração Sensorial (DIS), a qual pode interferir negativamente nas ocupações e tarefas do cotidiano, incluindo a alimentação. 

Considerando as DIS mais comuns para jovens com TEA, muitas delas estão correlacionadas a quadros de seletividade alimentar. Crianças que apresentam o distúrbio tendem a desenvolver resistência a novas experiências gastronômicas, aumentando a propensão a problemas alimentares.

A seletividade alimentar (SA) é marcada pela falta de apetite, recusa de alimentos e desinteresse pela comida. Isso pode impulsionar certa limitação a diversidade de alimentos ingeridos e gerar relutância a experiências alimentares inéditas. 

O artigo “Transtornos Alimentares Pediátricos nos TEA”, publicado pela editora MEMNON, traz alguns aspectos dessa disfunção. A terapeuta ocupacional pediátrica, Larissa Bertagnoni, afirma que há vários fatores associados a SA em crianças com TEA, destacando as DIS que envolvem questões relacionadas a texturas de alimentos, sabor, aparência, temperatura e cheiro, bem como desafios associados ao planejamento motor, alterações musculares e funcionais orais, disfunções fisiológicas, preferências quanto a elaboração, disposição e outros.

O processo da alimentação envolve uma série de questões sensoriais, tais como: odores, aparência, aspectos, sabores e sons. Assim, o artigo conta que os pequenos que se revelam mais reativos a estímulos sensíveis podem manifestar defensividade sensorial, que é uma reação exagerada e repulsiva a experiências com sentidos. Essa resposta comportamental negativa pode resultar em transtornos alimentares graves, induzindo a uma conduta seletiva e restritiva, a Seletividade Alimentar.

Dessa forma, a SA interfere não só no bem-estar da criança, mas no contexto familiar em geral,  já que a preparação dos alimentos, a disposição e a ingestão se tornam em um processo bem mais complexo e cauteloso, podendo até ser considerado estressante. 

Portanto, para auxiliar no tratamento da SA é necessário o acompanhamento de abordagem multidisciplinar, envolvendo uma equipe especializada composta por fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas e pediatras. 

Dicas para auxiliar na seletividade alimentar em casa

  • Respeite as singularidades da criança com TEA;
  • Não menospreze as emoções da criança;
  • Evite impor a alimentação de forma coercitiva;
  • Abstenha-se de usar punições ou realizar trocas, para que a alimentação não esteja associada a experiências aversivas;
  • Envolver a criança no processo de preparo dos alimentos é uma estratégia eficaz;
  • Adote abordagens progressivas;
  • Permita que a criança explore os alimentos ainda não familiares de maneira lúdica;
  • Introduza variedades, incluindo diferentes texturas, e sirva como modelo para o seu filho.

Para saber tudo sobre Deficiência Intelectual, Síndromes e Transtornos, siga a  Apae Curitiba no Facebook e Instagram.

A Apae Curitiba

A Apae Curitiba conta com três centros terapêuticos que oferecem atendimentos à saúde gratuitos às pessoas com deficiência intelectual ou múltipla. A instituição é mantenedora de cinco escolas especializadas localizadas em Santa Felicidade, Batel e Seminário, em Curitiba. Confira nossas escolas:

➔ Escola de Educação de Estimulação e Desenvolvimento – CEDAE: Faixa Etária: 0 a 5 anos e 11 meses. 

➔ Escola Luan Muller: Faixa Etária: de 06 a 15 anos e 11 meses. 

➔ Escola Terapêutica Vivenda: Faixa Etária: a partir de 16 anos, com atuação no EJA. 

➔ Escola Integração e Treinamento do Adulto – CITA: Faixa Etária: acima de 16 anos, com atuação no EJA. 

➔ Escola Agrícola Henriette Morineau: Adultos e adolescentes a partir de 17 anos.

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