Projeto Superando Barreiras recebe nova etapa de investimentos para fortalecer inclusão pelo esporte
Com investimento de R$ 83 mil, Rotary e Sicredi ampliam a estrutura da Sala Rotary e entregam uniformes e tênis para atletas da Apae Curitiba.

De acordo com especialistas, entre 60% e 80% das crianças com síndrome de Down apresentam protrusão lingual, condição em que a língua permanece projetada para fora da boca. Esse quadro ocorre por uma série de fatores relacionados às características da síndrome, sendo um dos principais a hipotonia muscular, ou seja, o baixo tônus dos músculos, que ficam mais “flácidos”, incluindo lábios, bochechas e língua. Essa condição dificulta o vedamento labial e o correto posicionamento da língua dentro da cavidade oral.
Outro fator importante está relacionado à estrutura facial. Crianças com síndrome de Down podem apresentar a cavidade oral menor, especialmente o palato (céu da boca), o que dá a sensação de que a língua é maior para aquele espaço. Além disso, a respiração oral, muitas vezes causada por obstruções nasais ou hábitos adquiridos, contribui para que os lábios permaneçam abertos e a língua fique anteriorizada.
Alterações nos padrões orais também influenciam esse quadro. Dificuldades na sucção, mastigação e deglutição podem levar a uma postura inadequada da língua, que passa a ser utilizada como forma de compensação para garantir estabilidade durante essas funções. Com o tempo, esse posicionamento pode se tornar um hábito, especialmente na ausência de estímulos adequados para o fechamento da boca e organização muscular.
Segundo a fonoaudióloga Desiree Marrie de Souza, a protrusão lingual pode impactar diretamente o desenvolvimento da criança. A fala é uma das áreas mais afetadas, com prejuízos na articulação dos sons, presença de distorções, escape de ar e menor clareza, especialmente na pronúncia de fonemas como “S” e “Z”.
Além disso, alterações na mastigação influenciam o desenvolvimento global da musculatura orofacial e da coordenação motora, que são fundamentais para a fala. “Se a criança se acostuma a manter a língua anteriorizada, esse padrão pode se repetir durante a fala”, explica a especialista.
Nem todas as crianças com síndrome de Down apresentam protrusão lingual, e a necessidade de acompanhamento varia de caso para caso. No entanto, quando identificado, o acompanhamento fonoaudiológico é indicado, preferencialmente, desde os primeiros anos de vida.
O trabalho do profissional envolve a organização do tônus muscular, o estímulo ao vedamento labial, a respiração nasal, o desenvolvimento da fala e das funções orais, como alimentação. As intervenções são adaptadas conforme a fase do desenvolvimento da criança, respeitando suas necessidades individuais.
As técnicas não são importantes apenas nas sessões de fonoaudiologia, mas também no ambiente familiar. É no dia a dia, com a participação da família, que os estímulos acontecem de forma contínua, contribuindo para a evolução da criança.
Entre as principais abordagens utilizadas no tratamento, estão:
A evolução varia de acordo com cada criança, mas o envolvimento da família é fundamental em todo o processo. O acompanhamento contínuo e o estímulo em casa contribuem significativamente para os resultados.
Sem a intervenção adequada, podem surgir impactos a longo prazo, como alterações na fala, dificuldades alimentares, respiração oral, salivação excessiva, além de possíveis alterações no crescimento orofacial. Assim, o tratamento busca promover qualidade de vida, autonomia e melhores condições de comunicação para a criança.
Na Apae Curitiba, esse acompanhamento é realizado por meio de atendimentos especializados em fonoaudiologia, com intervenções adaptadas às necessidades de cada paciente e orientações contínuas às famílias, fortalecendo o desenvolvimento infantil de forma integrada.
Informação também transforma. Acompanhe a Apae Curitiba no Facebook e no Instagram e fique por dentro de conteúdos sobre Deficiência Intelectual, Síndromes e Transtornos.
Todos os dias, a Apae Curitiba acolhe mais de 500 estudantes, oferecendo educação especializada, saúde e assistência social em três unidades. Com uma média de 40 mil atendimentos terapêuticos ao ano, a instituição trabalha para promover inclusão, autonomia e dignidade.
Para continuar esse trabalho e realizar melhorias em sua estrutura, a Apae Curitiba conta com a solidariedade da comunidade.
Clique AQUI, doe agora e apoie a causa da pessoa com deficiência intelectual ou múltipla.
Com investimento de R$ 83 mil, Rotary e Sicredi ampliam a estrutura da Sala Rotary e entregam uniformes e tênis para atletas da Apae Curitiba.
Além da prestação de contas, o encontro discutiu temas como obras, unificação das escolas, ampliação dos atendimentos em saúde e novas parcerias institucionais.
Com algumas adaptações simples, pessoas com autismo podem acompanhar os jogos com mais conforto, segurança e bem-estar
Prática que une saúde e arte, a musicoterapia favorece a comunicação, a expressão emocional e o desenvolvimento, contribuindo para o bem-estar e a inclusão de pessoas com deficiência.
Com faixa preta no peito e mais de 50 medalhas, o atleta gaúcho prova como o judô desenvolve o corpo, a mente e a independência, quebrando preconceitos de que um diagnóstico define os limites de alguém.
Data criada pela comunidade autista reforça a importância do protagonismo, da participação ativa e do reconhecimento das diferentes formas de viver e perceber o mundo.