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Pessoas com deficiência tem maior risco de serem violentadas, segundo estatística do Atlas

Jordana Lourenço, psicóloga que presta serviços para a Apae Curitiba explica as possíveis causas para essas estatísticas e reitera a importância de manter programas e ações que sejam eficazes no acolhimento da vítima.
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Eduarda Zeglin
Jornalista, Assistente de Comunicação, Marketing e Eventos
Publicado em

Os números de violência contra pessoas com deficiência têm sido cada vez mais expressivos, é o que aponta o levantamento feito pelo Atlas. De acordo com os dados do IBGE, o Brasil tem mais de 18 milhões e meio de pessoas com deficiência. Só no primeiro semestre de 2023, o Disque 100 registrou mais de 40 mil violações sexuais praticadas contra pessoas com deficiência, sendo as mulheres com deficiência intelectual as mais atingidas. 

As mais recentes estatísticas apontadas pelo Atlas são as notificações de violência causadas contra crianças e jovens de 10 a 19 anos. Esse número contra meninas e mulheres com deficiência é mais que o triplo do número de notificações de casos contra meninos e homens.

As violências mais frequentes estão relacionadas a violência doméstica e familiar, representando 50% do total de casos. A categoria deficiência física acumula 65,4% dos registros de violência doméstica, seguidas pelos grupos deficiência auditiva (59,6%) e deficiências múltiplas (58,8%). Entre as mulheres com deficiência física, a violência doméstica representou 70,4% das notificações. 

Conforme destacado por Jordana Lourenço, psicóloga que presta serviços para a Apae Curitiba, é importante notar que esses números podem ser atribuídos a diversos fatores, incluindo a grande parcela de discriminação de gênero e ao aumento da vulnerabilidade entres as pessoas com deficiência. ‘’Enquanto sociedade, podemos contribuir para minimizar, e espero lá na frente romper com o ciclo de abuso, apoiando as vítimas num processo ativo. Isso seria fazer as denúncias cabíveis, implementação de políticas públicas e programas sociais integrados’’, reitera Lourenço. 

Ela ressalta que um dos pontos principais a serem avaliados para uma educação social na prevenção contra a violência é a oportunidade de abrir e ampliar espaços de conscientização e educação psicológica, como programas de educação sexual inclusivo que são importantes tanto no preparo dessas vítimas ou possíveis vítimas de violência, como para que a sociedade em geral. ‘’Assim conseguimos atuar de forma ativa e acolhedora em busca da mudança necessária’’, destaca. 

Cada vítima de violência tem um impacto diferente diante da situação. As pessoas com deficiência já sofrem inúmeras barreiras no dia a dia e a violência pode ser fator ainda mais danoso, aumentando o isolamento social, inferindo e minando a confiança nas relações interpessoais, comprometendo a qualidade de vida dessas pessoas. 

Como denunciar

A principal ferramenta para denúncias está disponível através do Disque Denúncia 181, um canal desenvolvido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná. As denúncias podem ser feitas por telefone ou pelo site www.181.pr.gov.br, com a opção de anonimato. É crucial fornecer o máximo de informações, garantindo que as medidas apropriadas sejam eficazes.

Além das denúncias, é essencial que as vítimas recebam o suporte de profissionais capazes de oferecer acolhimento e assistência personalizada para atender às suas necessidades. A intervenção da psicologia desempenha um papel crucial, promovendo conscientização e ações preventivas contra a violência, visando proteger os direitos das pessoas com deficiência.

Para saber tudo sobre Deficiência Intelectual, Síndromes e Transtornos, siga a Apae Curitiba no Facebook e Instagram.

A Apae Curitiba

A Apae Curitiba conta com três centros terapêuticos que oferecem atendimentos à saúde gratuitos às pessoas com deficiência intelectual ou múltipla. A instituição é mantenedora de cinco escolas especializadas localizadas em Santa Felicidade, Batel e Seminário, em Curitiba. Confira nossas escolas:

➔ Escola de Educação de Estimulação e Desenvolvimento – CEDAE: Faixa Etária: 0 a 5 anos e 11 meses. 

➔ Escola Luan Muller: Faixa Etária: de 06 a 15 anos e 11 meses. 

➔ Escola Terapêutica Vivenda: Faixa Etária: a partir de 16 anos, com atuação no EJA. 

➔ Escola Integração e Treinamento do Adulto – CITA: Faixa Etária: acima de 16 anos, com atuação no EJA. 

➔ Escola Agrícola Henriette Morineau: Adultos e adolescentes a partir de 17 anos.

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