Projeto Superando Barreiras recebe nova etapa de investimentos para fortalecer inclusão pelo esporte
Com investimento de R$ 83 mil, Rotary e Sicredi ampliam a estrutura da Sala Rotary e entregam uniformes e tênis para atletas da Apae Curitiba.

Embora a Lei de Cotas tenha ultrapassado três décadas de existência, o mercado de trabalho brasileiro ainda parece ler a inclusão em letras miúdas. Enquanto as vagas para profissionais com deficiência física mostraram avanços graduais, o acesso para quem possui deficiência intelectual segue estagnado, marcado por barreiras invisíveis. O cenário tem sido marcado por um preconceito estrutural e pela escassez de processos de admissão adequados, como o emprego apoiado, evidenciando que a presença desses profissionais nas corporações ainda enfrenta desafios que vão além da legislação.
De acordo com dados do IBGE, divulgados por veículos como a CNN Brasil, o país conta hoje com mais de 17 milhões de pessoas com deficiência (considerando a população de 2 anos ou mais). Desse total, estima-se que 2,5 milhões apresentem deficiência intelectual. No entanto, o aproveitamento potencial é considerado desproporcional, uma vez que apenas 10% das vagas destinadas a esse público específico são efetivamente preenchidas. Esse cenário revela um vácuo crítico de inclusão, onde o mercado deixa de absorver produtividade e de promover a necessária equidade social.
Embora o eSocial tenha registrado um recorde no ano de 2024, com 545,9 mil trabalhadores com deficiência formalizados, o índice ainda está distante do potencial real de inclusão do país. É o momento de empresas de todos os tamanhos voltarem o olhar para esse grupo, que entrega valor muito além do simples cumprimento de metas legais.
A inclusão efetiva não deve ser vista somente como uma questão de justiça social, mas como uma estratégia financeira inteligente e comprovada. Um estudo global da Accenture revelou que empresas que lideraram a frente de inclusão de pessoas com deficiência alcançaram, em média, 28% a mais de receita e o dobro do lucro em relação aos seus pares. Além do ganho financeiro, essas organizações relatam um maior engajamento das suas equipes, fortalecimento da cultura dentro da organização e um clima interno mais empático. Esse desempenho superior se deve à capacidade desses profissionais em desenvolver altos níveis de resiliência, criatividade e adaptabilidade, competências que são hoje indispensáveis e extremamente valorizadas no mundo corporativo.
Diante desse panorama, torna-se urgente o combate ao chamado efeito cotas, termo que exemplifica quando as contratações são feitas apenas para cumprir a Lei 8.213/1991, sem um compromisso real com o desenvolvimento humano. A verdadeira inclusão começa no reconhecimento do potencial individual e na oferta de condições para o pleno desempenho das funções. Para que o mercado evolua, é preciso incentivar a criação de trajetórias reais de crescimento, abrir caminho para posições de liderança e oferecer suporte especializado, como acompanhamento psicológico. Somente assim a inclusão deixará de ser um número em uma planilha de conformidade para se tornar parte da composição estratégica e humana das empresas.
Informação também transforma. Acompanhe a Apae Curitiba no Facebook e no Instagram e fique por dentro de conteúdos sobre Deficiência Intelectual, Síndromes e Transtornos.
Todos os dias, a Apae Curitiba acolhe mais de 500 estudantes, oferecendo educação especializada, saúde e assistência social em três unidades. Com uma média de 40 mil atendimentos terapêuticos ao ano, a instituição trabalha para promover inclusão, autonomia e dignidade.
Para continuar esse trabalho e realizar melhorias em sua estrutura, a Apae Curitiba conta com a solidariedade da comunidade.
Clique AQUI, doe agora e apoie a causa da pessoa com deficiência intelectual ou múltipla.
Com investimento de R$ 83 mil, Rotary e Sicredi ampliam a estrutura da Sala Rotary e entregam uniformes e tênis para atletas da Apae Curitiba.
Além da prestação de contas, o encontro discutiu temas como obras, unificação das escolas, ampliação dos atendimentos em saúde e novas parcerias institucionais.
Com algumas adaptações simples, pessoas com autismo podem acompanhar os jogos com mais conforto, segurança e bem-estar
Prática que une saúde e arte, a musicoterapia favorece a comunicação, a expressão emocional e o desenvolvimento, contribuindo para o bem-estar e a inclusão de pessoas com deficiência.
Com faixa preta no peito e mais de 50 medalhas, o atleta gaúcho prova como o judô desenvolve o corpo, a mente e a independência, quebrando preconceitos de que um diagnóstico define os limites de alguém.
Data criada pela comunidade autista reforça a importância do protagonismo, da participação ativa e do reconhecimento das diferentes formas de viver e perceber o mundo.