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Mulheres podem ‘camuflar” sintomas causados pelo TEA

O cérebro feminino tem mais empatia e habilidades comunicativas, o que favorece a camuflagem
Mulheres podem ‘camuflar” sintomas causados pelo TEA
Rhúbia Ribeiro
Assistente de Marketing
Publicado em
mulher com a mão no queixo olhando fixamente para a câmera

Masking em inglês ou “camuflagem social” é um conjunto de estratégias usada por pessoas para “mascarar” e esconder sintomas causados pelo o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Tratam-se de esforços em copiar determinados comportamentos de pessoas neurotípicas para que pessoas do convívio social não percebam as características do autismo. Por exemplo, fingem expressões, ensaiam frases e gestos, imitam falas, tom de voz e gestos populares. 

Um estudo feito pela Universidade da Califórnia em Los Angeles em 2017, conta que em uma escola foram analisados 48 meninos e 48 meninas com idade entre sete e oito anos, dentre as quais metade de cada grupo foi diagnosticado com autismo. Revelou-se que as meninas interagiam mais com seus grupos do que os meninos, que preferiam ficar isolados. O que mostra a dificuldade de diagnosticar o TEA no sexo feminino. 

Apesar de ser adotada por ambos os sexos, o que se observa na prática clínica e em estudos é uma predominância em meninas e mulheres, pois o cérebro feminino é mais social, com maior capacidade para empatia e habilidades comunicativas e os comportamentos socialmente esperados favorecem a camuflagem e, consequentemente, tornam mais difícil o diagnóstico de TEA no público feminino. 

O conceito de camuflagem social surgiu na busca por tentar entender a grande diferença no número de homens e mulheres com autismo. Segundo pesquisas, a cada quatro pessoas diagnosticadas com TEA, uma era mulher. Descobriu-se que muitas dessas mulheres, com o intuito de obter uma melhor interação social, estavam na verdade mascarando os sintomas, dificultando o diagnóstico legítimo.

O termo ainda não é muito conhecido por profissionais de saúde. Além de resultar menos diagnósticos, apresenta resultados equivocados como o transtorno de ansiedade, transtornos de alimentação e atrasos na linguagem.

A camuflagem social pode ser apresentada de três maneiras:

  • Compensação: Quando o autista copia comportamentos e falas e chega a criar um roteiro de uma possível interação social.
  • Mascaramento: Quando existe o monitoramento das próprias expressões corporais e faciais, a fim de não demonstrar que está exigindo um grande esforço desgastante para que a interação social aconteça.
  • Assimilação: Quando acontece a atuação em determinado contexto social, por meio de estratégias, comportamentos e até mesmo de outras pessoas, para passar a impressão de que a interação social está sendo feita.

Com a intenção de ser aceito socialmente e se defender de preconceitos sociais, o indivíduo com TEA promove esses comportamentos, porém não se atenta que os comportamentos podem acarretar problemas maiores, como estresse, ansiedade, depressão, fadiga e fobia social.

Esses esforços também geram um gasto enorme de energia. Isso provoca uma constante exaustão emocional e física, exigindo muitas vezes que o indivíduo com TEA tenha um tempo sozinho para se recuperar após situações sociais que demandaram a camuflagem.

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