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Habilidades sociais: os desafios e obstáculos enfrentados pelos autistas

O processo e os impactos que esse trabalho pode trazer ao longo da vida
Habilidades sociais: os desafios e obstáculos enfrentados pelos autistas
Eduarda Zeglin
Estagiária de Jornalismo
Publicado em
duas crianças de costas para simbolizar autistas

As habilidades sociais são desafiantes para as pessoas que têm o Transtorno Espectro Autista (TEA). O desinteresse em compartilhar experiências, socializar, se interessar por assuntos específicos, de se expressar e se comunicar estão presentes na vida dessas pessoas, mas mesmo com as adversidades, não se pode deixar de lado o convívio social.  

Permitir a interação adequada nos mais diversos lugares e contextos sociais é uma das formas em que as habilidades sociais precisam ser trabalhadas. Como consequência disso, se estabelece um conjunto de capacidades e aprendizados na forma de interagir uns com os outros; também de expressar seus desejos e opiniões, sem causar mal-estar a ninguém.

É importante que as pessoas com TEA desenvolvam esse processo de maneira funcional, contando com a ajuda de especialistas dentro da sua formação em sala de aula, além do apoio familiar e amigos no ambiente social.

Para o professor e especialista em transtorno global e deficiência intelectual da Apae Curitiba, Antonio Anselmo do Nascimento, o treinamento dessas habilidades propõem desafios. Segundo ele, as atividades são desenvolvidas e planejadas individualmente de acordo com as limitações de cada aluno, mas sempre com problemáticas que os colocam em confronto para que aprendam a lidar e enfrentar as situações do cotidiano.  Estabelecer práticas que façam com que percam o medo de falar em público, saibam tomar decisões, resolvam problemas, proponham soluções e trabalhem em equipe, garantem sua evolução e os insere dentro da sociedade.

Nascimento enfatiza a relação dos professores, pais e cuidadores no processo da autonomia. É importante deixar que o autista realize as tarefas propostas sem interferências, aprendendo na repetição das coisas mais simples, como escovar os dentes, pentear o cabelo, colocar a roupa, amarrar o cadarço, comer e tomar banho. É preciso paciência, para educar, trazendo as responsabilidades, mas reforçando a capacidade intelectual e de desenvolver o trabalho proposto.

O professor, que trabalha com a literatura e a poesia, percebe como a arte pode alcançar e tocar cada um deles de maneira diferente. “É difícil ter um grupo de autistas diferentes no mesmo espaço, trabalhar com esses vários mundos, e tentar entendê-los, mas além das dificuldades tem o amor. Eu acho que a educação é primordial, onde há educação há evolução”, diz.

Não é possível trabalhar as mesmas habilidades com todos os autistas, pois cada um tem a sua individualidade, suas dificuldades, limitações e capacidades. Por isso é tão desafiador fazer um plano de aula retilíneo, onde todos tenham acesso às mesmas questões da mesma forma. Cabe somente aos educadores terem a sensibilidade e essa percepção de uma maneira específica e singular para cada um.

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