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Fanfarra da Apae Curitiba explora as habilidades artísticas dos estudantes através do ensino especializado

Célia Mozer, regente da Fanfarra, conta sobre o processo de aprendizagem e o relacionamento deles com a banda.
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Lorena Motter Kikuti
Estagiária de Jornalismo
Publicado em

Pessoas com deficiência merecem e têm o direito de explorar e desenvolver suas habilidades em diversas áreas, e as artes são um dos pontos prioritários no ensino da Apae Curitiba. A organização dedica-se a promover o desenvolvimento dos estudantes, proporcionando-lhes a oportunidade de adquirir conhecimento em uma variedade de instrumentos musicais, afinal a música é uma forma de estimular o avanço das capacidades cognitivas e motoras, além de desempenhar um papel crucial na expressão artística desses indivíduos.

Desde 2013 a Fanfarra da Apae tem sido reconhecida por suas participações em campeonatos estaduais e interestaduais nos estados do Paraná e Santa Catarina. Hoje, o grupo é composto por 48 participantes, dos quais 6 são funcionários e 42 são estudantes da Escola Agrícola.

Célia Mozer, regente da Fanfarra da Apae, comenta que os ensaios realizados na instituição são adaptados e pensados para aquilo que o estudante precisa. “O método utilizado prioriza as necessidades dos alunos: usamos solfejo melódico e rítmico, já utilizamos recursos com manossolfa, quadro de partitura móvel, adaptação de partitura para cifras, ampliação de cifras melódicas para aluno com baixa visão, registramos os nomes das notas nas teclas das liras e escaletas para facilitar a identificação da nota, entre outros recursos”, afirma Mozer. 

A profissional explica que as pessoas com deficiência intelectual precisam da repetição para fixar o aprendizado. Por isso, as aulas têm o objetivo de retomar os repertórios conhecidos para não caírem no esquecimento, visto que a memorização de sequências rítmicas e melódicas é uma das dificuldades do grupo. 

Outra adversidade enfrentada pelos alunos é a de tocar em grupo, pois demanda disciplina, paciência, dedicação, atenção e empatia, a fim de garantir uma harmonia efetiva entre os músicos. “Quando falta um líder de equipe de instrumento ou de dança, ou de comando, prejudica o ensaio e se esse líder falta na apresentação pode comprometer o resultado do trabalho coletivo. Alguns são fundamentais para dar suporte de base aos demais. Todos são necessários ao coletivo”, diz. 

Mozer, comenta que a banda é uma porta de acesso à inclusão social, porque além de desenvolver diversas habilidades cognitivas e motoras, leva os participantes a mais independência e autoconhecimento, exibindo suas potencialidades à sociedade. “A Fanfarra da Apae Curitiba mostra a eficiência de cada estudante! Representa autonomia e desenvolvimento humano através da arte musical”, relata.

Quando questionada sobre feedback dos alunos acerca das aulas, Célia exclama: “posso afirmar, sem dúvidas, que eles amam o que fazem! Toda semana perguntam se ‘vai ter ensaio”. Ainda, relata que eles adoram sair para se apresentar fora da escola, em especial viajar, mostrar a arte que são capazes de fazer e consagrar a vitória com os troféus.

Os ensaios são realizados no período da tarde, sendo 5 horas semanais durante dois dias da semana. São duas horas designadas aos pequenos grupos (baliza, mor de comando, corpo Coreográfico e pavilhão nacional), ensaiados separadamente, duas horas para ensaio do corpo musical, ou ensaio geral com todas as partes e uma hora dedicada a manutenção de uniformes, sala, instrumentos e indumentárias. Os instrumentos utilizados nos encontros são: bumbos, surdos, caixas tenores e caixas claras, pratos, ganzás, liras e escaletas.

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