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Família e escola: 2 pilares fundamentais no desenvolvimento da criança com deficiência intelectual

O ambiente escolar e familiar trabalham juntos no desenvolvimento da criança com deficiência, possibilitando aprimorar habilidades e inclusão.
Rhúbia Ribeiro
Assistente de Marketing
Publicado em
Mãe e filho CEDAE

Ao saber que a família vai crescer com a chegada de um filho com deficiência intelectual, muitos pais se assustam com a notícia e as incertezas surgem. Aprender a lidar com a situação e com as informações se tornam essenciais no momento e, primeiramente, é necessário superar os preconceitos, pois o ambiente familiar, aliado ao educacional, é importante para o desenvolvimento da criança. 

A pessoa com deficiência intelectual é caracterizada pela Associação Americana sobre Deficiência Intelectual no Desenvolvimento (AAIDD) como “um funcionamento intelectual inferior à média (QI), associado a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), que ocorrem antes dos 18 anos.” Além disso, as pessoas apresentam atraso no desenvolvimento, que  prejudica a aprendizagem, tarefas cotidianas em, em algum nível, as interações sociais. Por isso, são importantes o ambiente familiar e escolar, visto que serão responsáveis pelo aprimoramento das habilidades, apoio, e inclusão na sociedade de forma cidadã.  

Adriana Soares da Silva em sua monografia pela Universidade de Brasília, aponta que é na família que as pessoas têm o primeiro contexto de civilização, onde acontecem os primeiros contatos com brincadeiras, normas, regras sociais e fatores que contribuem para o crescimento psicológico. Estes intensificam e desenvolvem os conhecimentos da vida e ensinam a tomar decisões.

A autora ainda traz as falas de Maria Auxiliadora Dessen e Ana da Costa Polonia, da mesma universidade, que descrevem que a família “é a matriz da aprendizagem humana, com significados e práticas culturais próprias que geram modelos de relação interpessoal e de construção individual e coletiva”. Além disso, o papel familiar é primordial, em conjunto com a escola, para a educação da criança, sendo um importante agente educativo. Para isso, a família precisa ter um olhar diferente no ensino.

“Esse olhar deve ficar mais aguçado na busca de alternativas de estimulação cotidiana, para possibilitar à criança a superação de suas limitações”. Simultaneamente, as escolas colaboram para reduzir as desigualdades, tanto no desenvolvimento através do conhecimento, quanto no privilégio de um espaço que favoreça o convívio e enriquecimento da identidade sociocultural. 

Para Margareth Terra, diretora da Escola de Estimulação e Desenvolvimento (CEDAE) da Apae Curitiba, “a família e a escola têm que estar juntas, porque a criança depende totalmente da família”. Isso envolve acreditar no seu potencial, favorecer o desenvolvimento e colaborar no diagnóstico precoce. “A família precisa dar o primeiro passo: levar ao médico  especializado para fazer investigação do que essa criança está apresentando e possivelmente fechar um diagnóstico,’’ conta. 

A educação oferece a rotina escolar e as regras dentro de um ambiente, como também aquisições acadêmicas desses conceitos.  “O que é da vida, o limite, a tolerância, o respeito ao próximo, a socialização com diferentes pessoas e diferentes ambientes cabe à família”, explica a diretora. 

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