Projeto Superando Barreiras recebe nova etapa de investimentos para fortalecer inclusão pelo esporte
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Para muitas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), se comunicar vai além das palavras. Gestos, expressões faciais e até a própria fala podem representar um desafio diário. É nesse contexto que a Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA) surge como uma ponte, permitindo que essas crianças se façam entender e participem da vida ao seu redor.
Problemas de comunicação estão entre os primeiros sinais do autismo, mas se manifestam de formas muito diferentes em cada criança. Alguns apresentam vocabulário extenso e aprendem a ler cedo, mas têm dificuldade em contextualizar informações ou responder a perguntas simples do tipo “quem, o quê, onde, quando, por quê e como”. Outras conseguem se comunicar verbalmente, mas encontram barreiras na comunicação não verbal, como gestos, expressões faciais e linguagem corporal. Há ainda crianças completamente não verbais, que dependem de estratégias alternativas para expressar necessidades, sentimentos e ideias.
Entre os desafios mais comuns estão a dificuldade em manter conversas de ida e volta, compreender sinais não verbais e expressar emoções ou interesses, aspectos que podem afetar tanto a vida escolar quanto a social da criança.
A Comunicação Suplementar e Alternativa é destinada a pessoas que não possuem fala funcional ou escrita adequada, ou cuja capacidade de comunicação não atende às necessidades do dia a dia. Ela oferece estratégias e recursos que permitem às crianças expressar ideias, sentimentos e necessidades de forma eficiente.
Os recursos incluem símbolos, imagens, dispositivos tecnológicos e outras ferramentas personalizadas de acordo com cada criança. Mais do que substituir a fala, a CSA atua como complemento, ajudando no desenvolvimento da linguagem, da comunicação funcional e da autonomia.
A abordagem é multidisciplinar, envolvendo profissionais de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e educação, que trabalham juntos para adaptar métodos e ambientes às necessidades de cada criança.
Apesar de amplamente apoiada pela ciência, a Comunicação Suplementar e Alternativa ainda enfrenta preconceitos e ideias equivocadas. Entre os erros mais comuns está a crença de que crianças são muito novas para começar, que o uso de símbolos impede o desenvolvimento da fala ou que a intervenção só deve ocorrer após ajustes de comportamento. Há também quem pense que a CSA é um último recurso, destinada apenas a crianças não verbais ou pequenas, ou que deve seguir uma hierarquia rígida de símbolos. Na prática, a CSA pode ser implementada em qualquer idade, beneficia tanto crianças verbais quanto não verbais, estimula a linguagem e deve ser usada preventivamente, oferecendo formas eficazes de comunicação desde o início.
A implementação da Comunicação Suplementar e Alternativa começa com uma avaliação detalhada da criança, considerando suas habilidades cognitivas, motoras, sensoriais e sociais. Com base nesse diagnóstico, os profissionais definem os recursos mais adequados, que podem incluir símbolos, imagens, aplicativos ou dispositivos tecnológicos e traçam estratégias específicas para cada contexto, seja em casa, na escola ou em terapias.
O sucesso da CSA depende também do treinamento de parceiros de comunicação, como familiares, professores e cuidadores, que aprendem a usar os recursos de forma consistente e a fornecer modelos claros para que a criança possa reproduzir e se expressar. Ajustes no ambiente são igualmente importantes: salas menos barulhentas, materiais organizados e rotinas estruturadas ajudam a reduzir distrações e ansiedade, permitindo que a criança concentre-se na comunicação.
Quando aplicada de maneira adequada e contínua, a CSA vai além de um recurso de aprendizado: ela transforma a rotina da criança. Facilita a participação em atividades escolares, reforça a autonomia, diminui frustrações e reduz comportamentos associados à dificuldade de se comunicar. A prática diária promove ainda o desenvolvimento da linguagem funcional, melhora a interação social e fortalece vínculos afetivos.
Mais do que uma técnica, a CSA é um instrumento de inclusão, um meio de garantir que cada criança possa exercer seu direito de comunicar-se e participar plenamente da vida familiar, escolar e comunitária.
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Texto: Vitor Gabriel
Todos os dias, a Apae Curitiba acolhe mais de 500 estudantes, oferecendo educação especializada, saúde e assistência social em três unidades. Com uma média de 40 mil atendimentos terapêuticos ao ano, a instituição trabalha para promover inclusão, autonomia e dignidade.
Para continuar esse trabalho e realizar melhorias em sua estrutura, a Apae Curitiba conta com a solidariedade da comunidade.
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Com investimento de R$ 83 mil, Rotary e Sicredi ampliam a estrutura da Sala Rotary e entregam uniformes e tênis para atletas da Apae Curitiba.
Além da prestação de contas, o encontro discutiu temas como obras, unificação das escolas, ampliação dos atendimentos em saúde e novas parcerias institucionais.
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