Notícias

Como se portar diante de uma pessoa com deficiência?

Como se portar diante de uma pessoa com deficiência?
Rhúbia Ribeiro
Assistente de Marketing
Publicado em

É comum se sentir inseguro ao encontrar com uma pessoa com deficiência (física, auditiva, visual ou intelectual). O medo de fazê-la se sentir incapaz, menosprezada ou diminuída devido a sua condição surge em nossas mentes. Na intenção de diminuir essa apreensão, separamos algumas dicas de comportamento inclusivo diante de pessoas com deficiência elaboradas pela Prefeitura de Curitiba. Confira. 

Diante de uma pessoa com DEFICIÊNCIA em geral          

  • Não a trate com piedade e permita que ela tome decisões;
  •  Comporte-se de igual para igual;
  • Se você perceber que uma pessoa com deficiência precisa de ajuda e você pretende ajudá-la, peça dicas de como agir de modo correto. Pergunte com naturalidade como você deve proceder. Caso a ajuda seja recusada, não insista. Muitas pessoas com deficiência possuem boa autonomia.
  • Ao ajudar uma pessoa com deficiência, procure ser discreto para não causar constrangimentos.
  • Não tente camuflar a deficiência, pois geralmente a pessoa tem consciência de sua condição. A diferença existe e faz parte da diversidade humana.

Diante de uma pessoa com DEFICIÊNCIA FÍSICA

  • Não se apoie na cadeira de rodas, nem com as mãos nem com os pés; 
  • Não receie em falar as palavras “ande”, “corra” e “caminhe”. As próprias pessoas com deficiência física também as utilizam;
  • Se a conversa for demorar, sente-se num banco ou sofá de modo que seus olhos fiquem no mesmo nível do olhar da pessoa em cadeira de rodas;
  • Estando presente um acompanhante, fale para a pessoa com deficiência física, a menos que o assunto seja do interesse apenas do acompanhante; 
  • Ao ajudar uma pessoa em cadeira de rodas a descer uma rampa com excessiva inclinação ou degrau, use a marcha a ré, para evitar que a pessoa perca o equilíbrio e caia para frente; 
  • Ande na mesma velocidade do movimento da cadeira de rodas ou no ritmo de marcha da pessoa que utiliza muletas;
  •  Tome cuidado para não tropeçar nas muletas;
  • Ao acomodar as muletas, após a pessoa sentar-se, deixe-as sempre ao alcance das mãos dela. Isso garante autonomia.

Diante de uma pessoa com DEFICIÊNCIA VISUAL

  • Se andar com uma pessoa cega, deixe que ela segure seu braço. Não a empurre; pelo movimento de seu corpo, ela saberá o que fazer;
  • ·Em lugares estreitos para duas pessoas caminharem, ponha o seu braço para trás de modo que a pessoa cega possa seguir você;
  • ·Diminua a velocidade quando se aproximarem de obstáculos e procurem passar por eles com certa distância;
  • Se estiver com ela durante a refeição, pergunte-lhe se quer auxílio para cortar a comida ou para adoçar o café, e explique-lhe a posição dos alimentos no prato;
  • ·Se for auxiliar a pessoa cega a atravessar a rua, pergunte-lhe antes se ela necessita de ajuda;
  • ·Se observar aspectos inadequados quanto à aparência da pessoa cega (meias trocadas, roupas pelo avesso, zíper aberto etc.), não tenha receio de avisá-la discretamente, a respeito de sua roupa;
  • Se conviver com uma pessoa cega, nunca deixe uma porta entreaberta;
  •  Se você trabalha, estuda ou está em contato social com uma pessoa cega, não a exclua nem minimize a participação dela em eventos ou reuniões;
  • Se for orientá-la, dê direções do modo mais claro possível. Diga “direita”, “esquerda”, “acima”, “abaixo”, “para frente” ou “para trás”, de acordo com o caminho que ela necessite percorrer. Nunca use termos como “ali”, “lá”;
  •  Não evite as palavras “veja”, “olhe” e “cego”; use-as sem receio. As pessoas cegas também as usam;
  • Quando se afastar da pessoa cega, avise-a, para que ela não fique falando sozinha.

Diante de uma pessoa com DEFICIÊNCIA AUDITIVA

  • Se quiser falar com uma pessoa surda, sinalize com a mão ou tocando no braço dela;
  • Não grite. Ela não ouvirá o grito e verá em você uma fisionomia agressiva;
  • Se tiver dificuldade para entender o que uma pessoa surda está dizendo, peça que ela repita ou escreva;
  •  Fale normalmente, a não ser que ela peça para você falar mais devagar;
  • Se a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete da língua de sinais, fale olhando para ela e não para o intérprete;
  • É muito grosseiro passar por entre duas pessoas que estão se comunicando através da língua de sinais, pois isto atrapalha ou impede a conversa;
  • Quando a pessoa surda souber escrever, o uso da escrita é um bom recurso para esclarecer dúvidas, confirmar um dado importante, registrar uma informação urgente, garantir a compreensão do recado ou informação, mudar uma ordem, responder a uma solicitação ou ser usada como rotina na comunicação de avisos gerais;
  • Com a velhice, a acuidade auditiva de qualquer pessoa tende a diminuir. Portanto, diante de uma pessoa idosa, incentive-a a participar da conversa, fale mais devagar e use frases curtas. Não permita que ela se isole cada vez mais, nem dê motivos para deixá-la ansiosa ou angustiada.

Diante de uma pessoa com DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

  • Ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual aja com naturalidade, como você faria com qualquer outra pessoa;
  • Não confunda “deficiência intelectual” com “transtorno mental” (quadros psiquiátricos);
  • Procure dar-lhe atenção e tratá-la de acordo com a faixa etária: criança, adolescente, adulta;
  • Não a ignore durante a conversação. Cumprimente-a e despeça-se dela, como você o faria com outras pessoas;
  • Não a superproteja. Deixe que ela tente fazer sozinha tudo o que ela puder. Ajude apenas quando for realmente necessário;
  • Utilize uma linguagem simples, sem rebuscamento, e ofereça exemplos concretos;
  •  Entenda que a pessoa com deficiência intelectual aprende mais lentamente. Se você respeitar o ritmo dela e lhe oferecer oportunidade, com         paciência e persistência, ela pode desenvolver habilidades e participar do mundo com dignidade e competência.

Diante de uma pessoa com TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

  • As pessoas com transtorno do espectro autista desejam ser reconhecidas como pessoas titulares de direitos humanos e liberdades fundamentais, como os demais cidadãos;
  • Algumas pessoas com transtorno do espectro autista podem experiencienciar sensibilidade sensorial. Nestes casos, para proporcionar um ambiente acessível, diminua os estímulos sonoros e luminosos, e evite tocar na pessoa sem sua permissão;
  • Acolha outras formas de comunicação, além da verbal. Isso pode implicar na adaptação de métodos educacionais e de trabalho para inclusão da pessoa com transtorno do espectro autista;
  • ·Caso a pessoa possua apego à rotina, prepare-a antecipadamente para situações que forem diferentes do seu cotidiano;
  • A pessoa com transtorno do espectro autista possui uma forma característica de perceber o mundo e se colocar nele, e isso deve ser sempre respeitado.

Fonte: Prefeitura de Curitiba 

 

Notícias Relacionadas

Sem mais notícias por enquanto!
Skip to content