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Bonecas com Síndrome de Down da Apae buscam representatividade 

As bonecas serão vendidas na loja virtual da Cotiplás e em lojas físicas Brasil afora, diz a Apae Brasil
Bonecas com Síndrome de Down da Apae buscam representatividade 
Rhúbia Ribeiro
Assistente de Marketing
Publicado em

Cerca de 300 mil crianças no Brasil nascem com a Síndrome de Down (SD), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Buscando representar essa população, a Apae Brasil, em parceria com a fabricante de brinquedos Cotiplás, lançou a “Coleção Down” com quatro modelos de bonecas. As bonecas serão vendidas na loja virtual da Cotiplás e em lojas físicas Brasil afora. 

“São quatro bonecas que representam pessoas com Down. A ideia é que por meio destes modelos pessoas com SD vejam suas características espelhadas, tendo um fortalecimento de sua autoestima e confiança. Além disso, demonstrar à sociedade que as diferenças tornam cada um singular, mas que a inclusão é necessária para todos se sentirem partes da sociedade”, disse a Apae Brasil em suas redes sociais. 

Os bebês com SD apresentam algumas características peculiares que são demonstradas nas bonecas, como olhos oblíquos semelhantes aos dos orientais, rosto arredondado, orelhas pequenas, mãos pequenas, entre outras.  

A Apae Brasil lançou as bonecas em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, em 21 de março. Segundo a associação, “as pessoas com SD estão em todos os lugares, são diversas e podem conquistar seus espaços. Nesse sentido, a Apae Brasil traz alguns de seus vários assistidos com Down, de todo o Brasil, segurando [nas fotos da publicação] a boneca e reforçando a importância da representatividade”, completa a instituição.

A SD não é uma doença, mas sim uma mutação do material genético. Começa na gestação quando as células do embrião são formadas com 47 cromossomos, sendo que o frequente são 46. Além das características físicas, as pessoas apresentam hipotonia, ligamento e frouxidão das articulações e hiperflexibilidade articular, problemas no coração, entre outras características que você pode conferir em nosso podcast sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down

Uma boa estimulação realizada nos primeiros anos de vida pode ser determinante para a aquisição de capacidades em diversos aspectos, como o desenvolvimento motor, a comunicação e a cognição. 

Reprodução/Instagram

Segundo o Tua Saúde, o diagnóstico da SD pode ser feito ainda na gravidez, por meio de exames como translucência nucal, cordocentese e amniocentese, recomendado pelo obstetra quando a mãe tem mais de 35 anos ou quando a mãe tem SD. Também podem ser solicitados se a mãe já teve um filho com a síndrome ou se o pai tem alguma mutação no cromossomo 21. 

Ao sair o diagnóstico clínico é muito importante focar no apoio e informação das pessoas responsáveis pela criança, para que saibam conduzir da melhor maneira os cuidados necessários. Tanto na área de exames clínicos necessários, como com cuidados no dia a dia. 

Saiba mais sobre as bonecas na Apae Brasil

Matéria: Rhúbia Ribeiro 

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