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Autistas superam adversidades e encontram nova oportunidade no empreendedorismo

Os doces viraram sucesso e referência entre amigos e clientes
Autistas superam adversidades e encontram nova oportunidade no empreendedorismo
Eduarda Zeglin
Estagiária de Jornalismo
Publicado em
Wandy de Carvalho e Daniel de Oliveira se abraça. Ela abraça ele por trás. Os dois estão com toucas e um avental. estavam preparando os doces. Os dois são autistas

Um casal de autistas tem feito sucesso com a venda de doces em Curitiba, a dupla conquistou muitos clientes e ganhou a atenção entre os amigos. Com isso, puderam mostrar que é possível quebrar o preconceito e viver de forma mais inclusiva dentro da sociedade. 

Wandy de Carvalho e Daniel de Oliveira são naturais de São Paulo, o casal se conheceu em um grupo de WhatsApp exclusivamente para pessoas com autismo. Wandy foi diagnosticada com autismo aos três anos de idade. Daniel também teve diagnóstico nos seus primeiros anos de vida, mas como na época não se falava sobre o assunto, só foi atrás do laudo na fase adulta.

Com o objetivo de reforçar a renda salarial, a ideia inicial foi vender balas nos semáforos, mas eles não obtiveram sucesso, pois com as adversidades enfrentadas pelo autismo, foi difícil manter a comunicação e a abordagem com as pessoas. Depois de passar por vários problemas e superarem esse momento de incertezas, foi então que amigos se sensibilizaram com a história, e assim, resolveram contribuir de alguma forma, proporcionando a eles um novo recomeço, com cursos online e arrecadações de insumos para que pudessem ter uma nova forma de sustento. Foi então que a Autisdoces surgiu, trazendo oportunidades, além de ter a missão de integrar a comunidade em prol da socialização.

A inclusão dentro do meio corporativo ainda se mantém um pouco resistente, mas novas formas de organização surgiram para abrir portas e encarar de frente o preconceito. Segundo o site Autismo em Dia, a inclusão de um autista no mercado de trabalho é garantida pela mesma lei que determina a participação mínima para de qualquer deficiência. A lei é conhecida como Berenice Piana, que iniciou esse movimento de reconhecimento dos autistas. 

O autismo muitas vezes é tratado como uma doença, mas ele deve ser entendido como uma peculiaridade. Em relação aos limites e aos preconceitos, Wandy relata que há muitas dificuldades em todos os âmbitos. ‘’Mesmo sabendo que precisamos de adaptações, a cobrança maior vem muitas vezes de nós mesmos, a auto aceitação é crucial para o desenvolvimento, entender os limites, saber o que te causa incômodo e evitar desgastes sensoriais’’, diz. 

Wandy de Carvalho e Daniel de Oliveira são autistas naturais de São Paulo. Os dois estão abraçados em um parque (Foto: Arquivo Pessoal).
Wandy de Carvalho e Daniel de Oliveira são autistas naturais de São Paulo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Ela ainda enfatiza que ser reconhecida pelo seu trabalho gerando uma mini empresa, mostra o quanto isso se torna gratificante é essencial, mesmo com as adaptações. É importante que sejamos aceitos através das nossas dificuldades e limitações. 

Tudo sobre o mundo das pessoas autistas e da pessoa com deficiência intelectual ou múltipla você encontra em nosso podcast.

Conheça mais do trabalho da Wandy e do Daniel através do Instagram: @autisdoces e aproveite para fazer sua encomenda!!

Matéria: Eduarda Zeglin 

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