Projeto Superando Barreiras recebe nova etapa de investimentos para fortalecer inclusão pelo esporte
Com investimento de R$ 83 mil, Rotary e Sicredi ampliam a estrutura da Sala Rotary e entregam uniformes e tênis para atletas da Apae Curitiba.

É conhecido que a ciência e as leis são essenciais para a inclusão de pessoas autistas, mas elas, sozinhas, não preenchem todos os espaços do dia a dia escolar. Existe uma distância entre o que diz a lei e a prática da interação social. É justamente pensando nisso que surge a pergunta: como podemos romper as barreiras da socialização no ambiente educacional? A resposta pode ser encontrada na sensibilidade da Arte. Já que o fazer artístico pode funcionar como um canal de desenvolvimento que explora práticas criativas, buscando ajudar alunos com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) a superar dificuldades e a se conectarem com o mundo ao seu redor, sempre respeitando a singularidade de cada trajetória.
Alguns estudos apontam que pessoas com TEA possuem uma maior habilidade de criar soluções criativas e diferenciadas para problemas complexos. Um estudo do departamento de psicologia da Universidade de Stirling (Escócia) avaliou 321 indivíduos e concluiu que pessoas com TEA apresentaram um desempenho melhor em testes de criatividade do que indivíduos neurotípicos.
Assim, da mesma forma que acontece com pessoas fora do espectro, a arte pode ser pensada como uma forte ferramenta terapêutica. Mas com um grande diferencial: além do desenvolvimento mental e subjetivo, a arte, em suas diversas formas, contribui também para que habilidades motoras, interações sociais e outras funções sejam potencializadas. Isso também se torna de suma importância para que os profissionais que trabalham com essas crianças compreendam melhor as demandas cognitivas, emocionais e psicológicas de seus alunos.
Apesar dos avanços na ciência, ainda não é possível definir com precisão como cada pessoa aprende. No entanto, especialistas apontam que o processo de aprendizagem está diretamente ligado ao uso de diferentes formas de expressão e ao tempo dedicado a essas experiências. Nesse contexto, compreender o papel das práticas artísticas torna-se fundamental para pais e educadores, já que elas contribuem de forma significativa para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social de pessoas com TEA.
Artes Visuais: Promovem a integração sensorial e a coordenação motora fina através da exploração de texturas e cores.
Musicoterapia: Estimula a fala e a regulação emocional por meio de ritmos e padrões auditivos, auxiliando na comunicação que muitas vezes encontra barreiras verbais.
Teatro e Dramatização: São essenciais para o desenvolvimento de habilidades sociais e da empatia, permitindo que a criança pratique a leitura de expressões faciais e a compreensão de perspectivas alheias em um ambiente seguro.
Para aplicar essas artes no dia a dia, o segredo é focar no processo e no conforto da criança, e não no resultado final da “obra”. Nas artes visuais, uma aplicação proveitosa é a pintura a dedo ou com esponjas, permitindo a exploração sem pressão. Na música, o uso de “canções de transição” ajuda a marcar a mudança entre tarefas e reduz a ansiedade. No teatro, o jogo de papéis com fantoches permite ensaiar situações cotidianas, como ir ao médico, de forma lúdica. Já na dança, atividades de espelhamento fortalecem o contato visual e a consciência corporal.
Algumas dessas atividades são plenamente desenvolvidas na Apae, pois a instituição acredita que a arte é uma linguagem universal capaz de derrubar muros. A Apae Curitiba oferece suporte especializado que transforma o potencial criativo em autonomia e bem-estar. Criando um ambiente que compreenda a singularidade das crianças e utilizando metodologias artísticas integradas ao desenvolvimento clínico e pedagógico. Na Apae, cada pincelada, nota musical ou movimento de dança é um passo em direção a uma inclusão real.
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A Apae Curitiba desenvolve um importante trabalho na área da assistência social por meio de sete Residências Inclusivas, localizadas no bairro Santa Felicidade, que atualmente acolhe 34 moradores. Os espaços são destinados a pessoas com deficiência intelectual e múltipla, maiores de 18 anos, que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
Nas residências, os acolhidos recebem atendimento contínuo, com o acompanhamento diário de cuidadoras responsáveis pelos cuidados pessoais, pela organização da rotina e pela administração das casas. Além disso, os moradores também frequentam a Escola Apae Santa Felicidade, fortalecendo seu desenvolvimento educacional, social e emocional.
O serviço é realizado em parceria com a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, responsável pelo encaminhamento de novos moradores, inclusive em casos decorrentes de determinação judicial, e pelo acompanhamento da qualidade do acolhimento e do bem-estar dos residentes.
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Com investimento de R$ 83 mil, Rotary e Sicredi ampliam a estrutura da Sala Rotary e entregam uniformes e tênis para atletas da Apae Curitiba.
Além da prestação de contas, o encontro discutiu temas como obras, unificação das escolas, ampliação dos atendimentos em saúde e novas parcerias institucionais.
Com algumas adaptações simples, pessoas com autismo podem acompanhar os jogos com mais conforto, segurança e bem-estar
Prática que une saúde e arte, a musicoterapia favorece a comunicação, a expressão emocional e o desenvolvimento, contribuindo para o bem-estar e a inclusão de pessoas com deficiência.
Com faixa preta no peito e mais de 50 medalhas, o atleta gaúcho prova como o judô desenvolve o corpo, a mente e a independência, quebrando preconceitos de que um diagnóstico define os limites de alguém.
Data criada pela comunidade autista reforça a importância do protagonismo, da participação ativa e do reconhecimento das diferentes formas de viver e perceber o mundo.