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Educação física na Escola Agrícola da Apae Curitiba é tema do Apaecast

Os benefícios e as adaptações feitas pelas aulas de educação física ajudam significativamente no processo de desenvolvimento e aprendizagem
Educação física na Escola Agrícola da Apae Curitiba é tema do Apaecast
Eduarda Zeglin
Estagiária de Jornalismo
Publicado em
alunos da apae jogando futebol em santa felicidade

O Apaecast tem um episódio novo disponível em todas as plataformas de áudio a partir desta segunda-feira (02). O podcast da Apae Curitiba entrevistou Wellington Pedro, professor da Escola Agrícola Henriette Morineau de Santa Felicidade. Ele conta como dedica seu tempo ensinando a prática esportiva aos alunos da associação com deficiência intelectual ou múltipla

Saiba como Wellington Pedro aplica as aulas de educação física na Escola Agrícola clicando aqui

Ao abordar o tema inclusão da pessoa com deficiência intelectual nas aulas de educação física, se busca compreender os benefícios que a prática proporciona aos alunos. Quando as aulas são adaptadas, é possível ter uma melhor percepção de suas limitações e capacidades. Nesse processo de desenvolvimento do aluno, é importante o uso de recursos e estratégias de ensino a todo o momento na prática pedagógica.

Em entrevista para o Apaecast, o professor Wellington Pedro conta que as atividades são seguidas de acordo com a grade curricular, onde praticam diversos esportes, como futebol, vôlei, basquete, golfe, dança, além das atividades recreativas, porém mantendo as adaptações necessárias visando os limites individuais de cada um.

Todos os alunos são incluídos dentro nas práticas esportivas, sem exceção, mas ao ter a presença de alunos autistas e com síndrome de Down (SD), deve ser considerado o seu processo de aprendizagem dando relevância aos métodos didáticos aplicados.

Os autistas têm características específicas, são pessoas mais introspectivas e não gostam de muito contato e interação, por isso as atividades são mais afastadas dos demais colegas, já os alunos com SD têm uma percepção maior sobre o que é proposto, mantendo um convívio social e praticando a autonomia. Além do professor de educação física, todos os profissionais da saúde participam das aulas, como psicólogos, fisioterapeutas e até mesmo os professores regentes. Wellington diz que isso tem um papel fundamental no processo de desenvolvimento.

O esporte além de trabalhar o físico, possibilitando uma vida mais sadia, melhora o condicionamento físico, aprimora a força, agilidade, coordenação motora e o equilíbrio. Para que todos os alunos tenham esses benefícios durante as aulas é preciso de recursos, sendo assim, a Escola Agrícola oferece um espaço grande para fazer caminhada e academia ao ar livre, o que é fundamental para evitar o sedentarismo e também priorizar o bem-estar.

Muitos ainda dizem que pessoas com deficiência são menos capazes de executar uma mesma atividade que outras sem deficiência. Essa discriminação coletiva prejudica a inserção das pessoas que são alvo desse preconceito no meio social. O profissional conta como enxerga esse processo de aceitação atualmente.

‘’Sou professor de educação física há 13 anos na educação especial, e no começo eu via que as pessoas tinham muito preconceito. Hoje eu já tenho um pensamento diferente, vejo a aceitação. Principalmente quando vem visitantes de fora para conhecer a instituição. Ao olhar os alunos realizando as atividades físicas, ficam felizes vendo eles participarem e praticarem o esporte ou uma atividade recreativa’’, relata. 

O professor ainda ressalta que a modalidade paralímpica teve um crescimento e uma aceitação maior, apesar de observar esse pequeno avanço, ainda há muito para ser conquistado, é preciso acabar com o preconceito que interfere diretamente ou indiretamente na relação aos menos favorecidos. É necessário zelar pela inclusão e entender que todos podem e devem exercer seus direitos sem barreiras sociais.

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A Apae de Curitiba tem por missão promover e articular ações de defesa de direitos e prevenção, orientações, prestação de serviços e apoio à família, direcionadas à melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária. 

A associação é mantenedora de cinco escolas especializadas no atendimento à pessoa com deficiência intelectual ou múltipla. A instituição também conta com três centros terapêuticos que oferecem atendimentos à saúde. Atua em três pilares – educação, saúde e assistência social.

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