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Apaecast lança episódio sobre o Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril

A data celebra a conscientização e propõem novas práticas de inclusão na sociedade
Apaecast lança episódio sobre o Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril
Eduarda Zeglin
Estagiária de Jornalismo
Publicado em
Autismo: Foto de um computador apoiado numa mesa. Em sua tela aparece a imagem do Apaecast no site da Apae

A Apaecast produzido pela Apae Curitiba lançou nesta segunda-feira (04) um novo episódio em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. O convidado do dia é o professor e vice-coordenador da Escola Integração e Treinamento do Adulto (CITA), da Apae Curitiba,  Antônio Anselmo do Nascimento.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e é comemorado no mundo todo desde 2007. O objetivo é conscientizar e levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O autismo não é uma doença, mas sim um transtorno que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros e 70 milhões de pessoas em todo o mundo. A criança nasce com autismo e muitas vezes os pais podem observar comportamentos diferentes nos primeiros meses de vida. ‘’Um bebê que prefere estar no berço deitado ao invés do colo da mãe, é algo que deve ser olhado de maneira diferenciada. Já na fase dos três a cinco anos, os pais conseguem perceber melhor, pois ela não socializa, a criança prefere estar no canto dela.’’ diz o professor no Apaecast.

Nascimento também fala sobre a diferença entre graus e tipos de autismo. São duas coisas bem distintas, mas ao mesmo tempo se encontram. Como exemplo de tipo de autismo, cita  a Síndrome de Asperger, quando a pessoa tem a capacidade de aprendizado em uma área, mas não consegue se socializar. “Tem autista que compreende matemática, tem um ouvido espetacular, pinta maravilhosamente bem, mas não é empático, sempre quieto, não gosta de toque, enquanto outras áreas ficam comprometidas’’, conta. Quando nos referimos aos graus, estamos falando da maneira como os autistas são assistidos, uns se tornam mais independentes que outros. Hoje não se usa mais o termo ‘’grau’’, e sim, Espectro Autista.

Os indivíduos com TEA podem e devem ter o seu espaço garantido dentro da sociedade, pois ao contrário do que muitos pensam, eles são capazes de exercer qualquer tarefa, mesmo com suas limitações, além de terem aptidões e talentos específicos em determinadas áreas do conhecimento. 

Alguns direitos já foram assegurados por lei, garantindo a integridade dos autistas, como a Lei Berenice Piana e a Lei Romeo Mion, que institui a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A lei ficou conhecida como Lei Romeo Mion, em homenagem ao filho do apresentador Marcos Mion, que possui deficiência.

Apesar dos avanços ainda há muito o que ser conquistado, principalmente se tratando de legislação e políticas públicas voltadas à proteção dos interesses dos autistas. A defesa dos direitos das pessoas com TEA é uma luta que compete não só a elas mesmas, mas também aos seus familiares, ao Estado e à sociedade como um todo.

Conheça o Autismo (TEA) com Antônio Anselmo do Nascimento clicando neste link

Matéria: Eduarda Zeglin 

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