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Professor de arte agita moradores das Casas Lar com contação de histórias

A semana começou com festança nas Casas Lar de Santa Felicidade.
Professor de arte agita moradores das Casas Lar com contação de histórias
Rhúbia Ribeiro
Assistente de Marketing
Publicado em
Professor leva contação de história para os moradores das Casas Lar

Os moradores das Casas Lar vivem duas semanas agitadas na unidade de Santa Felicidade. Nesta segunda-feira (18) os acolhidos puderam se divertir com a contação de histórias, através de músicas, realizada pelo professor de arte da Escola de Integração e Treinamento do Adulto (CITA), Everton Gonçalves. 

Além da contação, os residentes se deliciaram com pipoca, cachorro-quente, canjica e quentão (de suco), em alusão às Festas Julinas celebradas durante o mês. “É uma tarde de descontração”, afirma Rosilei Bastos Pivovar, assistente social. 

Everton conta que momentos livres como este, sem ser no ambiente escolar, é muito importante para os moradores que convivem ali diariamente. Ele agradece o convite da assistente social.“Como sempre é um imenso prazer estar com meus queridos estudantes. Hoje foi um momento especial e mais livre. Contar histórias e somar para esse momento, com minha arte, é muito gratificante.” 

Durante as férias escolares deste ano os moradores das Casas Lar vão participar de uma série de eventos externos e atividades internas. Já teve passeio no zoológico, Festa Julina, e haverá saídas para o Parque Tanguá, Museu Oscar Niemeyer (MON), cinema, piquenique, caminhadas, entre outros. “É por conta das férias que estamos fazendo estes eventos. Para dar mais alegria a eles e não ficarem muito dentro de casa”, explica Rosilei.

As Casas Lar

As sete Casas Lar estão localizadas em Santa Felicidade, Curitiba, e acolhem 35 pessoas. São casas de acolhimento para pessoas com deficiência intelectual ou múltipla, maiores de 18 anos, todos nas condições de órfãos, abandonados ou em situações de risco. Nelas os acolhidos residem permanentemente (como em um lar), frequentam as escolas, recebem os atendimentos da área de saúde e são cuidados por mães sociais, responsáveis pelos cuidados, organização e administração das casas.

O trabalho é desenvolvido em parceria com a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, que faz o encaminhamento de novos possíveis moradores, inclusive os advindos de determinação judicial, e o acompanhamento da qualidade do acolhimento e bem estar dos moradores. O serviço é acompanhado pelo Ministério Público/Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Vara da Infância e da Juventude.

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