Projeto Superando Barreiras recebe nova etapa de investimentos para fortalecer inclusão pelo esporte
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O nascimento de um filho costuma ser cercado de expectativas, sonhos e idealizações. Em O Filho Eterno, essa expectativa é atravessada por um diagnóstico inesperado: a síndrome de Down( T21). A partir dessa ruptura, o filme constrói uma narrativa sensível e honesta sobre as fragilidades humanas diante do que foge ao planejado.
Baseado no romance autobiográfico que consagrou Cristóvão Tezza, o longa apresenta Roberto e Cláudia, interpretados por Marcos Veras e Débora Falabella. Jovem casal de Curitiba, em 1982, eles recebem o primeiro filho, Fabrício, que nasce com síndrome de Down. A notícia, que poderia ser apenas mais um capítulo da vida familiar, torna-se um divisor de águas.
O roteiro costura a trajetória da família aos acontecimentos da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982. Fabrício nasce no mesmo dia em que o Brasil é eliminado do mundial, metáfora que acompanha os sentimentos de frustração e queda de expectativas vividos pelo pai. Enquanto Cláudia busca acolher o filho e reorganizar a vida a partir da nova realidade, Roberto mergulha em um processo de negação. A dificuldade em aceitar o diagnóstico revela não apenas preconceitos sociais enraizados, mas também o confronto doloroso entre o filho idealizado e o filho real. O filme escolhe não romantizar esse percurso: expõe a impaciência, o distanciamento e as falhas do pai, mas também com humanidade.
É justamente nessa honestidade que a obra encontra sua força. Ao invés de apresentar respostas prontas, o filme convida o público a refletir sobre expectativas, responsabilidades e amadurecimento emocional. A síndrome de Down não é tratada como tragédia, mas como parte da vida, que é uma condição que impõe desafios, sim, mas que não apaga a individualidade, os afetos e as possibilidades de quem a vivencia.
Com atuações intensas e um roteiro que equilibra delicadeza e tensão, “O Filho Eterno” permanece atual por lembrar que a inclusão começa no reconhecimento da humanidade compartilhada. E que toda transformação, antes de ser social, é profundamente pessoal.
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Texto: Vitor Gabriel
A Apae Curitiba é uma instituição sem fins lucrativos que, há mais de seis décadas, promove atendimento às pessoas com deficiência intelectual e múltipla nas áreas da saúde, educação e assistência social. Além desses três pilares de atuação, a instituição também contribui para a defesa de direitos, a prevenção, a orientação, a prestação de serviços e o apoio às famílias de mais de 500 estudantes.
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