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Síndrome de Guillain Barré – O que é?

A doença é rara, tem tratamento, mas não tem cura
Síndrome de Guillain Barré – O que é?
Rhúbia Ribeiro
Assistente de Marketing
Publicado em
homem sentado em um sofá com a mão na cabeça

A incidência anual da Síndrome de Guillain Barré é de um a quatro casos por 100 mil habitantes. É uma doença autoimune, onde o sistema imunológico ataca as células nervosas. Como consequência, provoca inflamações nos nervos, fraqueza, formigamento nas pernas e braços, perda de sensibilidade, mudanças na pressão arterial, palpitações e paralisia muscular. 

Campylobacter, que provoca diarreia. “Outras infecções encontradas na literatura científica que podem desencadear essa doença incluem Zika, dengue, chikungunya, citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, sarampo, vírus de influenza A, Mycoplasma pneumoniae, enterovírus D68, hepatite A, B, C, HIV, entre outros”, diz o Ministério da Saúde (MS). 

O diagnóstico nos estágios iniciais é difícil, já que seus sintomas são parecidos com outras doenças que causam comprometimento neurológico. Pode ser feito pela análise do líquido cefalorraquidiano e o exame eletrofisiológico. 

O tratamento consiste em diminuir os sintomas e acelerar a recuperação e pode ser feito com a plasmaférese terapêutica e injeção de imunoglobulina. Em seguida, após a alta, podem ser feitas sessões de fisioterapia. 

“O Ministério da Saúde oferece no SUS o medicamento imunoglobina humana 5g para o tratamento de inúmeras doenças e situações clínicas, incluindo a Guillain Barré”, aponta o MS. Entre os procedimentos ofertados estão: 

  • Tratamento intensivo em reabilitação; 
  • Atendimento Fisioterapêutico em pacientes no pré e pós-operatório; 
  • Atendimento Fisioterapêutico nas alterações motoras;
  • Atendimento Fisioterapêutico em pacientes com distúrbios neuro-cinético; 
  • Tratamento de Polineuropatias; 
  • Tratamento de Polirradiculoneurite Desmielinizante Aguda; 
  • Neurotomia Percutanea de Nervos Periféricos por Agentes Químicos; 
  • Tratamento Odontológico para pacientes com necessidades especiais;
  • Adaptação de Órteses e Próteses auxiliares de locomoção; 
  • Cadeira de Rodas Monobloco; 
  • Cadeira de Rodas para banho com encosto reclinável;
  • Cadeira de Rodas para Banho com Aro de Propulsão; 
  • Adaptação de Assento para Deformidades de Quadril; 
  • Adaptação de encosto para deformidades de tronco; 
  • Adaptação do apoio de pés da cadeira de rodas;
  • Apoios laterais do tronco em 3 ou 4 pontos; 
  • Apoios laterais de quadril para cadeira de rodas; 
  • Apoio para estabilização da cabeça na cadeira de rodas; 
  • Adaptação abdutor tipo cavalo para cadeira de rodas; 
  • Adaptação de Opm ortopédica; 
  • Manutenção de Opm ortopédica; Tábua (prancha) para transferência; 
  • Cinta para transferências; 
  • Almofada de assento para prevenção de úlceras de pressão em células; 
  • Almofada de assento para cadeira de rodas para prevenção de úlceras. 

Fique de olho em nosso site e saiba mais sobre a Síndrome de Guillain Barré

Fontes: Ministério da Saúde e Tua Saúde 

A Síndrome de Guillain Barré apresenta diferentes graus de agressividade. Entre os sintomas mais comuns estão: 

  • Dormência ou queimação nos membros inferiores (pés e pernas) e, em seguida, superiores (mãos e braços); 
  • Dor neuropática lombar (nervos, medula ou no cérebro) ou nas pernas;
  • Fraqueza progressiva nos membros inferiores, braços, troncos, cabeça e pescoço. 
  • Sonolência;
  • Confusão mental;
  • Coma;
  • Crise epiléptica;
  • Alteração do nível de consciência;
  • Perda da coordenação muscular;
  • Visão dupla;
  • Fraqueza facial;
  • Tremores;
  • Redução ou perda do tono muscular;
  • Dormência, queimação ou coceira nos membros.

Grande parte dos pacientes se recuperam após 6 meses a 1 ano de tratamento. Em alguns casos a dificuldade é maior e os pacientes levam cerca de 3 anos para se recuperar. 

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