Dia Mundial de Conscientização do Autismo: Apae Curitiba promove ações pela inclusão
Escolas realizam atividades que reforçam a mensagem da campanha: “Informação gera empatia, empatia gera respeito”.
Nesta segunda-feira (21), o Apaecast mostrou a entrevista com o professor de natação, Felipe Mattuella. O profissional que atua na Escola de Estimulação e Desenvolvimento (CEDAE) da Apae Curitiba conta quais são os benefícios do esporte para as crianças com deficiência intelectual e como as aulas são realizadas.
A natação é um esporte aeróbico indicado para todas as idades, além de gestantes e bebês, por ser um tipo de atividade física com poucos riscos e impactos para os ossos. Um estudo feito pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), aponta que nos últimos anos o número de pessoas com deficiência que buscam a prática de diferentes esportes físicos cresceu, dentre eles a natação.
Em entrevista o professor de educação física diz que o esporte estimula a participação, trabalha as áreas cognitivas, tendo vários benefícios, sejam eles físicos, orgânicos, sociais, terapêuticos, recreativos, afetivos e cognitivos, além de proporcionar novas experiências para os alunos, afinal o contato com a água se torna prazeroso e facilita a realização de determinadas atividades que não seriam possíveis em outros ambientes.
O profissional explica que as aulas são pensadas na interdisciplinaridade, ou seja, em conjunto com as demais áreas da Apae, como no setor terapêutico, de saúde e pedagógico. ”Eu busco conceitos que façam parte do dia a dia dessas crianças para intensificar o trabalho realizado pelos outros profissionais dentro das aulas de natação,” diz.
Mattuella segue uma linha sequencial nas aulas, a ambientação é um dos fatores principais, é nela que a criança consegue conhecer seus medos e inseguranças, ganhando a confiança no professor. Ele ressalta a importância de deixar o ambiente limpo, sem tantas informações e materiais ao mesmo tempo, para que a criança não se distraia facilmente. A socialização também é um dos fatores trabalhados, ‘’eu busco trazer mais crianças e mais profissionais para dentro da piscina para que a gente tenha trocas, para que um encoraje o outro,’’ comenta.
Ao final da entrevista, ele participa de uma dinâmica, onde tira dúvidas sobre o que é mito e verdade em relação ao esporte para pessoas com deficiência. Dentre as perguntas destacadas estão o fato da pessoa obesa não poder praticar o esporte, o que é mito. Felipe diz que os esportes aquáticos são recomendados nesses casos pelo fato de não ter impactos e prejudicar as articulações.
Outro questionamento apontado foi o fato de que nadar traz resfriados e gripes mais frequentes, ‘’é mito, a prática da atividade física ajuda na respiração e na ventilação pulmonar, a gente também cuida dos nossos alunos deixando o ambiente sempre bem aquecido para que as crianças não fiquem expostas à friagem,’’ finaliza.
Doar ficou ainda mais fácil com a opção PIX. Agora você tem mais essa modalidade, que é muito rápida, prática e segura. Lembre-se, que sua doação vale muito para a Apae Curitiba. Atualmente, são quase 500 estudantes e 35 moradores que recebem atendimentos nas áreas de saúde, educação e assistência social. São realizados, em média, 50 mil atendimentos terapêuticos por ano e 3,5 mil por dia. Por ser uma instituição sem fins lucrativos precisa de apoio da sociedade. Faça um PIX pela chave: [email protected]
A Apae Curitiba conta com três centros terapêuticos com atendimentos gratuitos às pessoas com deficiência intelectual ou múltipla. A instituição é mantenedora de cinco escolas especializadas localizadas em Santa Felicidade, Batel e Seminário, em Curitiba; e sete Casas Lar. Confira nossas escolas clicando AQUI.
Escolas realizam atividades que reforçam a mensagem da campanha: “Informação gera empatia, empatia gera respeito”.
A cerimônia incluiu palestras inspiradoras sobre autocuidado e autoestima, além da entrega de kits de beleza às mães dos alunos e colaboradores.
A autodefensora da Apae Curitiba, Gortiana Vilalba, e a assistente social das Residências Inclusivas, Rosilei Pivovar, realizaram uma fala de conscientização durante o evento.
Entenda os desafios enfrentados por pessoas com deficiências ocultas e descubra como o Cordão de Girassol pode ajudar na identificação e inclusão desses indivíduos.
A ação prestou uma homenagem às pessoas com síndrome de Down e promoveu a ampliação do repertório cultural e musical dos alunos.
Atividades ressaltaram a importância da preservação e do uso consciente do recurso.
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