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Dicas para acertar na escolha do brinquedo para crianças com deficiência

Com escolhas pensadas nas habilidades e interesses da criança, o momento de brincar se torna um espaço de autonomia e desenvolvimento.
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Eduarda Zeglin
Jornalista, Analista de Comunicação, Marketing e Eventos
Publicado em

Escolher um brinquedo adequado para uma criança com deficiência intelectual, síndrome ou transtorno pode ser um desafio, pois muitos vendedores de lojas de brinquedo não estão preparados para sugerir a opção apropriada. Além de ser um objeto de diversão, o brinquedo é uma ferramenta que auxilia no desenvolvimento, sendo assim a escolha deve ser pensada a partir de algumas características.

É importante ir além da faixa etária indicada na embalagem. Cada criança tem um ritmo, um nível de desenvolvimento e preferências únicas. O portal The National Institute of Play elaborou uma lista com dez características essenciais que os pais e cuidadores devem considerar antes da compra. A ideia é ajudar a escolher brinquedos que realmente promovam diversão, desenvolvimento e participação ativa.

Fique atento com essas características

Um dos primeiros pontos é a estimulação multissensorial. Brinquedos que envolvem diferentes sentidos, como sons, cores, texturas e movimentos são ótimos aliados no desenvolvimento infantil. Cores contrastantes, materiais com diferentes relevos e até brinquedos com cheiros específicos podem ampliar a experiência sensorial da criança e tornar a brincadeira ainda mais envolvente.

Outro aspecto importante é o método de ativação. É preciso observar se o brinquedo exige força, coordenação ou destreza compatíveis com as habilidades da criança. Alguns brinquedos, mesmo indicados para uma determinada faixa etária, podem exigir movimentos muito complexos ou rápidos, o que pode gerar frustração. A dica é escolher brinquedos que ofereçam desafios possíveis, respeitando o nível de desenvolvimento motor e cognitivo de cada criança.

Outro fator essencial é avaliar as oportunidades de sucesso que o brinquedo oferece. Em vez de opções que têm apenas um resultado “certo” ou “errado”, prefira brinquedos que permitam várias formas de brincar e vencer desafios. Isso aumenta as chances de a criança se sentir capaz, confiante e motivada a continuar explorando.

A popularidade do brinquedo também pode ser um ponto positivo. Brinquedos com temas e personagens em alta entre as crianças da mesma faixa etária ajudam a promover sentimento de pertencimento e conexão social, facilitando a interação e o compartilhamento de interesses. Ao mesmo tempo, vale considerar o hiperfoco da criança, aquele tema ou assunto pelo qual ela demonstra grande interesse e concentração. Incorporar esse foco na escolha do brinquedo pode tornar a brincadeira ainda mais prazerosa e motivadora, estimulando o engajamento e o aprendizado de forma natural.

Além disso, é interessante escolher brinquedos que estimulem a autoexpressão, aqueles que permitem criar, inventar e personalizar. Brinquedos abertos à imaginação, como blocos de montar, massinhas ou materiais de arte, incentivam a criatividade e o protagonismo da criança.

Outro ponto valioso é a possibilidade de ajuste. Brinquedos que permitem regular altura, volume, velocidade ou nível de dificuldade podem ser adaptados conforme o progresso da criança, prolongando seu uso e tornando a brincadeira mais inclusiva.

Ao observar as características da criança, pense não apenas na idade cronológica, mas também na idade de desenvolvimento e nos interesses individuais. O brinquedo deve refletir quem ela é hoje, o que gosta, o que consegue fazer e o que desperta sua curiosidade.

Também é fundamental considerar a segurança e a durabilidade. Verifique se o brinquedo tem tamanho e resistência adequados à força da criança, se as peças são firmes e se pode ser higienizado facilmente. Brinquedos duráveis e seguros garantem mais autonomia e tranquilidade para toda a família.

Por fim, observe o potencial de interação. Um bom brinquedo deve permitir que a criança seja protagonista da brincadeira, e não apenas espectadora. Além disso, deve favorecer o engajamento social com irmãos, colegas ou adultos para que a diversão se torne também um momento de vínculo e inclusão.

Escolher o brinquedo certo vai muito além de entreter. É uma forma de estimular, incluir e valorizar o desenvolvimento de cada criança, respeitando seus tempos, interesses e habilidades.

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