Escola Apae Santa Felicidade realiza reunião de pais para ampliar diálogo e fortalecer parceria
Encontro abordou unificação das escolas, engajamento nas redes sociais e participação ativa das famílias na instituição.
Provavelmente se você convive com alguma pessoa autista, você já deve ter se deparado com uma crise, o que muitas vezes se torna desafiador para quem não sabe como contê-la. Apesar das crises serem constantes esse comportamento pode ser confundido com birras, por isso é importante entender as nuances e como proceder nesses casos.
As crises em autistas quando ocorrem podem ser extremamente prejudiciais à integridade do indivíduo, quanto das pessoas que estão à volta dele, pois eles podem vir não só através de gritos, xingamentos, choro, mal estar e tremores, mas o arremesso de objetos e a própria autolesão.
Felipe Mattuella professor de Educação Física da Escola CEDAE da Apae Curitiba é especialista na área de gerenciamento de crises e enfatiza que é importante entender que as crises também são enquadradas através de comportamentos contínuos. Elas podem ser desencadeadas através de quebras de rotina pré estipuladas, inflexibilidade cognitiva, quando deparado com regras e comandos muito drásticos e invasivos e a sensibilidade sensorial,‘’também devemos nos atentar ao ambiente, clima, vestimentas e em determinados casos até nas pessoas do ambiente’’, ressalta Mattuella.
A crise se manifesta quando um indivíduo é abruptamente retirado de um estado de conforto e estabilidade, mergulhando em um cenário de estresse e desorganização. Este processo pode desencadear episódios de alta irritabilidade, prejudicando severamente a capacidade da pessoa de tomar decisões claras ou de expressar suas necessidades de forma eficaz. Quando exposto a situações desafiadoras, a tensão se intensifica, e o conhecimento prévio dos fatores que podem desencadear desconforto se torna essencial para evitar comportamentos desajustados. Entender esses gatilhos e preparar-se para eles pode ajudar a minimizar os impactos negativos, tanto para o indivíduo quanto para aqueles ao seu redor.
Felipe destaca que toda crise é previsível, e é essencial que o profissional que trabalha com a pessoa, ou um familiar que convive com ela, esteja atento e conheça as particularidades do indivíduo. É necessário ter empatia, se colocar no lugar do outro e manter a calma para contornar a situação. Como mencionado, Felipe teve todo o preparo necessário para agir nesses casos. Ele aprendeu diversos recursos de gerenciamento e esclarece que o principal é prevenir a crise.
Segundo o portal Genial Care algumas estratégias que podem ser viabilizadas como dar previsibilidade à criança sobre as tarefas e atividades que são esperadas dela e ao invés de negar, começar a oferecer sugestões à criança que sejam coerentes com a atividade esperada dela. No entanto, se a crise ocorrer, o manejo deve ser realizado por uma equipe bem preparada, baseada nas avaliações da pessoa, no Plano Educacional Individualizado (PEI) e no mapeamento dos comportamentos-problema. Dessa forma, é possível planejar ações para evitar que a situação se repita.
‘’É de suma importância também no ambiente que está sendo desenvolvido o processo de ensino aprendizagem, fazer o mapeamento de fatores que desencadeiam determinados comportamentos ao indivíduo, procedimentos que foram realizados para gerenciar as crises e métodos que serão utilizados para que não chegue a uma crise’’, explicou o professor.
Nem sempre os pais ou responsáveis sabem como lidar com crises quando elas ocorrem. Prevenir é o primeiro passo, mas, quando a crise se desencadeia, é essencial que os pais adotem algumas medidas. Segundo o portal Genial Care, um especialista em TEA recomenda que é crucial manter a calma, buscar um ambiente tranquilo e seguro, e oferecer apoio e compreensão à criança.
É importante ressaltar que essas técnicas devem ser realizadas com a orientação de profissionais. No entanto, quando a crise ocorre em um ambiente familiar, essas são as melhores práticas a serem adotadas.
O manejo eficaz das crises depende do conhecimento profundo do indivíduo e dos fatores que desencadeiam comportamentos problemáticos. Aqui estão algumas estratégias recomendadas:
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A Apae Curitiba conta com três centros terapêuticos que oferecem atendimentos à saúde gratuitos às pessoas com deficiência intelectual ou múltipla. A instituição é mantenedora de cinco escolas especializadas localizadas em Santa Felicidade, Batel e Seminário, em Curitiba. Confira nossas escolas:
➔ Escola de Educação de Estimulação e Desenvolvimento – CEDAE: Faixa Etária: 0 a 5 anos e 11 meses.
➔ Escola Luan Muller: Faixa Etária: de 06 a 15 anos e 11 meses.
➔ Escola Terapêutica Vivenda: Faixa Etária: a partir de 16 anos, com atuação no EJA.
➔ Escola Integração e Treinamento do Adulto – CITA: Faixa Etária: acima de 16 anos, com atuação no EJA.
➔ Escola Agrícola Henriette Morineau: Adultos e adolescentes a partir de 17 anos.
Encontro abordou unificação das escolas, engajamento nas redes sociais e participação ativa das famílias na instituição.
Escolas realizam atividades que reforçam a mensagem da campanha: “Informação gera empatia, empatia gera respeito”.
A cerimônia incluiu palestras inspiradoras sobre autocuidado e autoestima, além da entrega de kits de beleza às mães dos alunos e colaboradores.
A autodefensora da Apae Curitiba, Gortiana Vilalba, e a assistente social das Residências Inclusivas, Rosilei Pivovar, realizaram uma fala de conscientização durante o evento.
Entenda os desafios enfrentados por pessoas com deficiências ocultas e descubra como o Cordão de Girassol pode ajudar na identificação e inclusão desses indivíduos.
A ação prestou uma homenagem às pessoas com síndrome de Down e promoveu a ampliação do repertório cultural e musical dos alunos.
Os modelos de todas as fotos deste site são personagens reais. Agradecemos aos estudantes, familiares, profissionais e colaboradores da Apae Curitiba por fazerem parte da história da instituição.