Histórias de vida que trazem sentido para a existência da APAE Curitiba!

O Elpídio é pai do Thiago que é estudante da escola Vivenda da APAE. Ele nos contou uma história cheia de percalços, mas de muito amor e cumplicidade.

“Quando ele nasceu, disseram pra mim e a minha esposa que ele tinha um ‘probleminha’ mas não disseram do que se tratava. Mesmo sem experiência com isso, fui atrás de especialistas até que o diagnóstico chegou e descobrimos a Síndrome de X Frágil.
Com 6 anos de idade ele não andava ainda e não conseguia firmar as perninhas dele. Mesmo assim nós persistíamos, até que um dia ele e o irmão mais velho estavam brincando, de repente, quando o irmão o soltou, ele foi.. e andou. Fizemos uma festa! Foi um grande acontecimento pra família.

Hoje o Thiago tem 35 anos e eu ainda me emociono porque ninguém esperava que ele iria andar, mas o guri conseguiu. Primeiro eu coloquei ele numa escola regular e comecei a perceber que não estava sendo bom, passava na frente da escola e enquanto os alunos estavam brincando, ele ficava na sala sozinho olhando pela janela. Depois coloquei em outro colégio, mas também não deu certo. Até que quando ele já tinha 15 anos, conseguiu entrar na APAE e está até hoje.

De tanto eu me envolver e cobrar sobre melhorias e avanços acabaram me convidando para auxiliar a presidência da APAE na época, foi muito bom poder opinar e participar dos processos. Sempre estive muito presente porque acho importante.

Hoje, para mim, a APAE é o paraíso. A minha esposa, mãe dele, faleceu há 12 anos e principalmente depois disso o Thiago precisa da escola, precisa do acompanhamento e eu do meu descanso para depois retomar minha rotina com ele. Somos somente nós dois e eu cuido dele como se fosse a mãe. Se eu não cuidar bem dele, quem vai cuidar? Nem sempre é fácil, mas passeamos juntos, vamos para a casa da avó e é assim a nossa vida e rotina.”⠀⠀⠀

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